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Medicamentos é a melhor opçao para tratar a ansiedade?

Medicamentos é a melhor opçao para tratar a ansiedade?

Psicólogos não prescrevem medicação, mas falar sobre o assunto com nossos pacientes faz parte do tratamento. É muito comum que pacientes procurem psicoterapia quando já estão em tratamento medicamentoso e os resultados da medicação são considerados durante o tratamento psicoterápico. Da mesma forma, durante o tratamento psicoterápico ao identificarmos que o paciente pode precisar do uso de medicação encaminhamos para a avaliação de um psiquiatra.

Psicoterapia e medicação têm objetivos diferentes, trabalham em conjunto, complementando um ao outro para um tratamento eficaz do paciente.

Os psicólogos não acreditam em qualidade de vida do paciente que apenas faz uso da medicação sem o tratamento psicoterápico, pois os remédios tratam os sintomas, mas não tratam as causas. Para entender de forma mais simples, é como ter dor de cabeça por causa de problemas de visão, o analgésico trata a dor momentânea, mas não o problema que causa a dor que sempre voltará.

A venda de medicamentos antidepressivos e estabilizadores de humor quase dobrou no Brasil nos últimos cinco anos. De acordo com levantamento realizado pela IQVIA, empresa norte-americana de auditoria e pesquisa de mercado farmacêutico, entre julho de 2013 e junho de 2014, o número de vendas de tais medicamentos era de quase 47 milhões de comprimidos, enquanto entre julho de 2017 e junho de 2018 a venda foi de quase 71 milhões.

Estes dados não incluem vendas para hospitais, clínicas ou compras realizadas pelo governo. Esse volume de vendas é referente a medicamentos adquiridos em farmácias e drogarias individualmente. Não tenho dados precisos sobre o aumento da procura por psicoterapia nos últimos cinco anos, apesar de saber que houve crescimento, eu não acredito que acompanhe os índices de crescimento da venda de medicação.

Isso significa que há muita gente usando remédios, sem fazer terapia, ou seja, tratando o sintoma e mantendo a causa. Pessoas que estão tratando a dor temporária e vivendo sob a sombra da dor permanente.

Mais ansiedade, mais depressão e mais medicamentos

Os casos de ansiedade e depressão aumentaram, não seria esse o motivo do aumento da venda de medicamentos? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos dez anos o número de pessoas com depressão aumentou 18,4%. No Brasil, 5,8% dos habitantes sofrem com o problema. As mulheres sofrem mais com a ansiedade: cerca de 7,7% das mulheres são ansiosas e 5,1%, deprimidas. Já entre os homens, o número cai para 3,6% nos dois casos.

O aumento da venda de medicamentos poderia ser justificado pelo aumento do número de casos de transtornos como ansiedade, depressão e doenças associadas, mas muitos especialistas acreditam que boa parte dos casos poderiam ser tratados sem o uso de medicamentos. Em uma entrevista concedida ao portal R7, o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria, afirmou que a psicoterapia pode ser o tratamento adequado para muitos desses casos.

“Houve um aumento de casos, inclusive pelo aumento de população, mas a incidência é a mesma. Muita gente se conscientizou da gravidade dos problemas para a saúde mental e as diretrizes evoluíram bastante. Mas nem todos os diagnósticos estão corretos. Muitos profissionais receitam esses medicamentos para tratar sintomas, mas não uma doença. Vários desses sintomas poderiam ser tratados com mudança de hábitos ou com terapia, por exemplo”, afirmou Silva.

Se você está em busca de medicamentos para tratar os sintomas de ansiedade e depressão procure antes um psicólogo. Um profissional qualificado fará uma avaliação do seu estado emocional e te encaminhará para o melhor tratamento, que pode ser com o suporte da medicação ou não. Lembre-se que todo bom tratamento trata a causa e não apenas os sintomas. Venha fazer sua avaliação.

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Quais os riscos da cirurgia da batriátrica?

Quais os riscos da cirurgia da batriátrica?

Quem pode fazer a cirurgia bariátrica? Vale a pena fazer? Quais são os riscos?

A pressa é sem dúvida o principal fator de desistência do processo de emagrecimento. Essa ânsia pelo resultado tem levado muitas pessoas a buscarem as cirurgias de redução de estômago por pensarem que trata-se de um método fácil e rápido para emagrecer. Esse é um grande erro, pois primeiro não é nada fácil e segundo porque não é muito mais rápido do que seria com um processo de emagrecimento planejado, com apoio profissional e o benefício de não se submeter aos riscos cirúrgicos.

Entre os anos de 2012 e 2017, houve um aumento de 46% no índice de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. O alto índice de crescimento tem preocupado os profissionais que trabalham com emagrecimento de forma ética e comprometida com a saúde do paciente acima de tudo. Ela se popularizou como alternativa para qualquer uma que queira fazer, mas esse é um erro grave.

Para quem a bariátrica é recomendada?

A cirurgia é recomendada para pessoas com obesidade mórbida, isto é, IMC acima de 35, quando há risco de vida iminente por consequência da obesidade ou quando comprovadamente a pessoa já tentou emagrecer durante um período mínimo de dois anos por meio de outros métodos.

Será esse o caso de todas as pessoas que geraram esse altíssimo crescimento na realização de cirurgias? Eu posso afirmar que não. O crescimento das cirurgias é mais uma consequência da ansiedade, do medo de enfrentar desafios, do desejo por resultados rápidos e da desinformação que tem sido propagada por profissionais que visam o lucro acima de tudo.

O desejo de fazer bariátrica antes de avaliar outras opções é alimentado pela expectativa de que basta emagrecer para gostar de si mesma e ser feliz, quando a verdade é que primeiro você a gostar de si mesma e emagrece como consequência da mudança. Emagrecimento físico sem mudança emocional não muda a vida a ninguém.

Então a cirurgia bariátrica é errada?

Não! É errado buscar a cirurgia bariátrica como primeira opção, pensar que é um processo fácil e enfrentar uma cirurgia antes de avaliar todos os fatores de risco. Se está pensando em fazer uma cirurgia bariátrica, comece procurando um psicólogo. Vamos falar sobre seus motivos, suas tentativas, seus planos e acima de tudo, sobre suas condições psicológicas para fazê-la.

A mudança de vida acontece durante o processo de emagrecimento e não no resultado. Se o processo for errado, focado no prazo e não no aprendizado você pode até perder gordura, mas não perderá os velhos hábitos ruins que te levaram a engordar. Desse modo, há um grande risco de que nenhuma mudança de vida aconteça e a pessoa volte a engordar.

A cirurgia bariátrica oferecer pelo menos 25 complicações possíveis, tanto físicas como psicológicas. Por essas razões ao pensar em fazer uma cirurgia bariátrica o primeiro passo é procurar um psicólogo para saber se é necessário enfrentar esses riscos ou se ainda existem outras opções. Se você pensa em fazer a cirurgia, entre em contato e vamos fazer uma avaliação.

Se de fato for uma opção para você a psicoterapia é vital para os resultados.

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Quero emagrecer. Por onde começar?

Quero emagrecer. Por onde começar?

Se quer mesmo emagrecer a primeira coisa é tomar uma providência agora mesmo, não estipular uma data para começar. O que já dá para fazer hoje mesmo como um primeiro passo?

No dia internacional de início das dietas, segundas-feiras, vamos falar de começos? Quando queremos promover alguma mudança na nossa vida é muito comum começarmos na segunda-feira. Não é ruim, pois o início de uma semana é um bom gatilho para começar algo novo. É interessante, mas também é bom ficar atento a esses prazos que colocamos para começar alguma coisa. Se for prioridade mesmo não adiamos, não impomos condições, começamos o mais rápido possível.

Se quer mesmo emagrecer a primeira coisa é tomar uma providência agora mesmo, não estipular uma data para começar. O que já dá para fazer hoje mesmo como um primeiro passo?

Eu tive uma paciente que tinha o péssimo hábito de dormir tarde, acordar cansada e se atrasar para os compromissos da manhã. Durante muito tempo teve esse hábito e sempre dava um jeito aqui outro ali para administrar os problemas causados pela agenda atrasada no período da manhã. Foi agindo assim até que um dia perdeu um compromisso muito importante, com consequências sérias porque estava atrasada.

Olhando para si mesma e para tudo que seu péssimo hábito estava causado na sua vida e que naquele dia comprometeu muito do que ela estava fazendo de bom, decidiu que era hora de mudar. Ela não esperou a segunda-feira, mudou no dia seguinte. Fez um plano, traçou estratégias, criou mecanismos de motivação e há mais de um ano ela cumpre toda a sua agenda pela manhã sem atrasos.

Qual foi o grande motivador para a mudança? A consciência da perda. O que ela estava perdendo por cultivar um hábito ruim e o que ela ainda iria perder. Leve isso para sua má alimentação e sedentarismo. O que você está perdendo e o que você ainda pode perder. Visualise as consequências, seja realista, não se esconda atrás das justificativas, assuma que o erro é seu e que a mudança também pertence a você!

Vamos lá? É hora de planejar.

Ciente das perdas, da responsabilidade e motivada a mudar. Como mudar? Você precisa de um planejamento. Um bom plano:

✔Deve ser voltado para os resultados visando eficiência das ações.
✔Deve fazer ser baseado na racionalidade e não nas emoções.
✔Deve incluir as possíveis interferências nas ações e as alternativas.
✔Deve ser sistêmico, considerando todos os aspectos do processo.
✔Deve ser flexível e, se necessários, sofrer ajustes que não interfiram no resultado.
✔Deve ser continuo. À medida que as ações acontecem outras são planejadas.

Imagine o processo de emagrecimento em cada uma dessas etapas. Pense na sua vida atualmente e como cada um desses itens se aplica nas coisas que precisa fazer para emagrecer. Há um grau de complexidade nesse processo, pois é necessário reflexão sobre si mesmo, conhecimento das suas condições estruturais e emocionais para executar.

“Eu quero”. Como executar?

Pessoas que estão com a vida desorganizada estruturalmente e emocionalmente não conseguirão executar o plano, pois não saberão lidar com todos os obstáculos que surgirem. É nesse momento que a terapia a faz diferença, pois vamos tratar as causas que estão levando a pessoa a ter uma vida desorganizada. À medida que as emoções vão se organizando, a pessoa passa a querer colocar ordem em todos os aspectos da vida que estão incomodando como, por exemplo, o peso.

Se você realmente quer emagrecer a primeira coisa que você deve se perguntar é como está sua vida emocional.

Há uma forma de autoavaliação imediata simples de fazer. Observe como estão os armários da sua casa? Como estão suas gavetas? Como está sua mesa de trabalho? Como está sua vida financeira? Como está sua rotina? Se você não encontrar o mínimo de organização nesses itens, pode ser um sinal de que suas emoções estão fora do lugar. O processo de emagrecimento deve começar por aí, emoções em ordem, projetos de vida em ordem.

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Como fazer reeducação alimentar?

Como fazer reeducação alimentar?

Muitas pessoas pensam que para emagrecer será necessário fazer os sacrifícios insustentáveis de uma deita, quando na verdade o sucesso está na reeducação alimentar que acontece a partir da mudança de pequenos hábitos diários. Não estou dizendo que é fácil, mas garanto que é sustentável e a única forma de gerar um resultado duradouro. Dietas trazem resultados rápidos que vão embora na mesma velocidade. Reeducação alimentar é um processo longo que pode durar uma vida inteira.

A reeducação alimentar pode ser compreendida em três etapas: a primeira é identificação dos hábitos alimentares nocivos a saúde; a segunda é a modificação do comportamento alimentar e a terceira é a manutenção dos novos hábitos. Vamos entender melhor cada uma dessas etapas.

Identificar os hábitos

Para identificar seus hábitos alimentares há um exercício simples que pode te mostrar detalhadamente como está sua alimentação. Durante uma semana anote detalhadamente a sua rotina alimentar focando nos seguintes itens:

1 – Quais horários você se alimentou durante o dia?
2 – Quais alimentos você ingeriu em cada refeição?
3 – Quais as quantidades ingeridas?
4 – O que você fez enquanto comia?
5 – Em qual local/ambiente você se alimentou?
6 – Como você se sentiu após se alimentar?

Depois de uma semana observe o que predominou na sua rotina. Mais hábitos saudáveis ou mais hábitos ruins. Com esse exercício você conseguirá sem mais honesta consigo mesma a respeito dos hábitos prejudiciais que estão na sua vida e poderá tomar uma iniciativa para mudar cada um deles.

Mudar os hábitos

Toda mudança de hábito envolve mudança de comportamento por isso sempre vou defender que o processo deve começar um psicólogo. O excesso de peso sempre está ligado a uma rotina ruim, que está ligada a dificuldade de organização, que está ligada a questões emocionais. O excesso de peso é como a pequena ponta solta de um novelo, enquanto você desenrola muitas partes vão se revelando e você sempre encontrará a mesma coisa no centro, nesse exemplo, são as questões emocionais.

Faça um bom plano de mudança de hábitos com o auxílio de um psicólogo e um nutricionista. Caso necessário, esses profissionais ainda podem te indicar outros. O plano é uma orientação para ajudar a deixar de lado uma alimentação desordenada e passar a priorizá-la na rotina, considerando a qualidade dos alimentos, a quantidade e o tempo para comer. Um plano alimentar sustentável levar em consideração o estilo de vida de cada pessoa, preferências e orçamento. São hábitos que podem ser levados para o resto da vida e incorporados na rotina da família.

Manter os hábitos

Depois de perder peso você entra na fase de manutenção, e isso é para sempre. Não significa que você não poderá comer um chocolate nunca mais e viverá na academia, mas alimentação saudável e exercícios devem se tornar um estilo de vida. Chocolate e dia da preguiça serão exceções para sempre. Não pense nisso como um sacrifício, pense como parte de uma nova vida muito melhor que a anterior.

Quando se sentir tentada a relaxar pense em coisas do dia a dia que você não conseguia fazer quando estava acima do peso e agora consegue. Por exemplo: comprar roupas com mais facilidade, se sentir mais à vontade na piscina, dar uma volta no parque sem se sentir esgotada.

Estabeleça outras metas saudáveis. Agora que perdeu o peso não seria legal melhorar seus tempos nos treinos, definir a musculatura ou participar de uma corrida de rua? Pense em algo que vá te motivar a continuar experimentando boas conquistas como resultado de uma vida saudável.

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Conheça os tipos de ansiedade e saiba de que forma ela pode estar controlado sua vida

Conheça os tipos de ansiedade e saiba de que forma ela pode estar controlado sua vida

Conheça os tipos de ansiedade e saiba de que forma ela pode estar controlado sua vida

Em 2018 a Organização Mundial de Saúde divulgou que o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas no mundo, com 23% da população doente. Vejo esse dado ser real no consultório, pois com quase 20 anos de profissão nunca vi os transtornos de ansiedade tão em evidência como atualmente. Existem pessoas vivenciando problemas que julgam estar fora de controle, quando poderiam estar passando por eles com mais serenidade se não estiverem sofrendo com algum transtorno de ansiedade. Mas como ela começa? De onde ela vem? Existem pelo menos cinco tipos de ansiedade.

Transtorno de ansiedade generalizada: preocupações e medos constantes com tudo, a pessoa está sempre perturbada com a ideia de que algo ruim vai acontecer.

Transtorno de ansiedade social: medo paralisante de ser visto negativamente por outros e humilhado em público, causando timidez extrema e isolamento social.

Transtorno obsessivo compulsivo (TOC): pensamentos ou comportamentos desequilibrados que parecem impossíveis controlar. Por exemplo: necessidade de verificar várias vezes se fechou uma porta.

Transtorno de estresse pós-traumático: crises de pânico que ocorrem após a pessoa vivenciar um grande trauma físico ou psicológico.

Transtorno do pânico: crise de medo extremo e paralisante sem motivo aparente. Além do medo invisível a pessoa também é atormentada pelo medo de uma nova crise.

Fobia: medo irreal ou exagerado de um objeto, atividade ou situação específica que, na realidade, apresenta pouco ou nenhum perigo.

O que existe em comum entre eles é que as crises são desencadeadas por gatilhos emocionais, como por exemplo: tristeza, solidão, frustração, angústia, medo e sentimentos semelhantes. É preciso saber qual é o gatilho que desencadeia a ansiedade no seu caso. Ansiedade x emagrecimento: quem vence essa batalha?

Se você está lutando contra o peso precisa compreender a ansiedade e os efeitos dessa doença no seu processo de emagrecimento. Ela anda de mãos dadas com o excesso de peso e a obesidade. O mal estar causado pela ansiedade nos impulsiona a buscar alguma solução que minimize os sintomas e a comida geralmente é a opção mais acessível a todo o momento.

A relação entre a ansiedade e a vontade de comer tem uma explicação química. Quando você come há um aumento imediato da carga glicêmica no organismo, o que gera um aumento da produção de serotonina no sistema nervoso, causando, automaticamente, uma sensação de bem estar. O efeito é semelhante ao de uma droga, assim que a sensação de prazer passa, os problemas irão parecer ainda maiores, pois aliado a eles estará o sentimento de culpa, frustração e fracasso por não ter tomado atitudes racionais diante do problema.

Lutar para emagrecer é lutar também contra esse transtorno que tem o poder de controlar nossas atitudes se não for controlado por nós. Quando você se sente ansiosa, geralmente, em qual problema está pensando? Esse é a situação que precisa ser resolvida para controlar os seus níveis de ansiedade e o seu impulso em comer sem estar como fome.

Identificar o problema e descobrir formas saudáveis de lidar com ele não é fácil e em muitos casos tentar resolver sozinha pode agravar seu estado emocional. Essa identificação do problema e as ferramentas mentais para trata-lo é que você vai encontrar na Terapia Cognitivo Comportamental. Você não tem controle sobre o surgimento de todos os problemas da sua vida, mas pode controlar a forma como reagirá a eles.

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Como planejar a dieta em viagens

Como planejar a dieta em viagens

Feriado à vista. Vai viajar? E a dieta, como planejar?

No Brasil temos muitos feriados e nesta próxima quinta teremos outro feriado que em muitas empresas acabamos emendando 4 dias sem trabalhar! Ô maravilha! Mas temos que ter o cuidado de não relacionar trabalho com dieta e descanso com orgias alimentares. Até por que plano alimentar é para vida inteira. Quando falo em dieta, entenda: quero dizer rotina alimentar saudável.

E se você está num processo de emagrecimento, um feriado sem restrição nenhuma, comendo o que vier pela frente, pode colocar tudo a perder.

Dieta no Feriado – Fazendo as Contas

Eu sempre gosto de fazer umas continhas, somar e subtrair. Vamos lá?

O ano tem 365 dias. Vamos supor que você não siga seu plano aos finais de semana. 2 dias por final de semana é igual a 8 dias por mês; multiplicando pelos 12 meses, temos 96 dias por ano sem seguir o plano. Daí, eu acrescento um feriado por mês (no Brasil, temos mais e gostamos de emendar… pense que o feriado do Carnaval é apenas a terça-feira). Daí, escolhemos dez dias ao ano para não seguirmos o plano (dez aniversários de pessoas especiais: filho, marido, etc). Além disso, resolvemos tirar UMA SEMANA de férias… sem dieta claro! O que temos:

2 (sábado e domingo) x 4 (semana do mês) = 8 dias SEM DIETA

8 (finais de semana ) x 12 (meses do ano) = 96 dias SEM DIETA

96 (finais de semana) + 12 (feriados) + 10 (aniversários) + 7 (férias) = 125 dias SEM DIETA

Ou seja, você passou 1/3 do ano comendo o que quis, jacando... Não terá resultados! Vale a pena?

Perda de Peso:

É claro que de vez em quando é importante fazer uma exceção. Mas, lembre-se: exceção só quando REALMENTE vale a pena! Uma sobremesa da avó que só tem no Natal, um prato típico que você quer experimentar. Enfim, perda de peso requer mudança no comportamento, persistência, hábitos novos e motivação (por que você quer emagrecer desta vez?)

Dieta no feriado – Planejamento:

Se você quiser se manter sem dívidas, você precisa se planejar. Se você quiser se manter magro, você precisa se planejar. Anote as dicas:

  1. Vai para a praia: aproveite para se exercitar mais. Faça uma caminhada logo no início da manhã, jogue um frescobol, caia no mar. Escolha pratos mais leves. Sorvetes de fruta.
  2. Vai para a fazenda: aproveite para se exercitar mais. Faça trilhas, ande a cavalo, aproveite o contato com a natureza. Aproveite os alimentos mais naturais (galinha caipira, ovos caipira, frutas, hortaliças).

 

É importante que você faça boas escolhas, mantenha os hábitos saudáveis e SEM exagero. Procure alimentos mais saudáveis, menos doces e frituras.

 

Outras Dicas:

 

  1. Tenha sempre lanchinhos: leve na mala (não corra o risco de ter que comprar lá) e na bolsa de mão. Boas opções são castanhas e frutas.
  2. Não passe fome: quando estamos com fome, perdemos a capacidade de fazer boas escolhas. Estou morrendo de fome… dificilmente eu vou começar comendo uma salada, vou logo para o macarrão.
  3. Tente não fazer duas refeições ruins seguidas. Saiu do plano no almoço, voltou no jantar. Coloque esta regrinha para você e siga.
  4. Sempre que possível divida a comida com alguém.
  5. Leve uma garrafinha para os passeios e se mantenha hidratado.
  6. Se beber, tente intercalar com água e isotônicos.
  7. Foque na diversão: converse muito, aproveite os parentes distantes, divirta-se!

 

Pensamentos Sabotadores – Viagem:

 

Lembre-se que quando estamos em situação de risco, corremos o risco de termos pensamentos sabotadores ou desadaptativos em relação à dieta. É importante se observar e tentar resolver de forma adaptativa. Segue um exemplo:

Pensamento Sabotador: “Estou me sentindo tão bem. Eu talvez pudesse comer qualquer coisa que quisesse enquanto estivesse viajando. Se não puder comer tudo que quiser não irei me divertir”.

Pensamento Adaptativo: Isto não é uma questão de tudo ou nada. Eu não vou passar por privação total. Poderei comer algumas coisas que gosto. Não vou me entregar a todos os prazeres de comer nem me privar de todos os divertimentos. *

*BECK,Judith (2009). Pense magro: a dieta definitiva de Beck. Porto Alegre:Artmed.

 

Viagem – Risco de Ceder:

 

Finalmente, pense sempre no risco de ceder. Você pode desanimar, retroceder na balança, diminuir sua auto-estima (pois pode vir o pensamento sabotador: nunca serei capaz de emagrecer!), sentir desesperança e pior, entrar no ciclo da compulsão alimentar!

Assim, planeje-se, divirta-se e mantenha o foco!

Para saber mais: http://psicologalucianabrasil.com.br/saiba-tudo-sobre-emagrecimento-sustentavel/

Visite minha página no Instagram: https://www.instagram.com/psiquemagra/

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Que fome é essa?

Que fome é essa?

Que fome é essa? Entenda quais são os diferentes tipos de fome.

Todos os dias eu atendo pacientes com problema de sobrepeso, obesidade e até mesmo obesidade mórbida. Mas, o que todas estas pessoas têm em comum? Salvo os casos que tem realmente problemas de saúde que atrapalham o metabolismo do organismo, os outros casos possuem uma fome enorme. Mas que fome é essa?

Ninguém engorda com fome fisiológica. FOME, são sinais emitidos pelo organismo para comunicar a necessidade de repor os nutrientes do corpo, surge aos poucos e geralmente dá um incômodo no estômago, dor de cabeça, irritação e fraqueza. Isso é FOME! Além disso, com fome FISIOLÓGICA você pode comer um ovo cozido que o mal estar passa.

Fome Fisiológica X Fome Psicológica:

Assim, existem dois motivos que levam uma pessoa a comer: fome fisiológica e fome psicológica (vontade de comer). Você precisa saber a diferença entre as duas para se alimentar corretamente.

FOME FISIOLÓGICA: são os sinais emitidos pelo organismo para comunicar a necessidade de nutrientes no corpo.

FOME PSICOLÓGICA (vontade de comer): é o desejo de consumir alimentos para suprir uma necessidade excessivamente emocional. Muitas vezes, existe o desejo específico de tal alimento – uma guloseima, um pão – e só serve este.

Parece simples de entender e praticar, mas não é. Confundir as duas e comer sem precisar é muito fácil de acontecer. Para evitar é preciso conhecer cada tipo de fome e agir corretamente quando ela surgir. Quando sentir fome a primeira coisa é se perguntar: eu estou com sintomas de fome física?

Se a resposta for SIM: evite ao máximo adiar o momento de comer, pois isso te ajudar a ter autocontrole para escolher o que comer. Quando estiver comendo pense na relação comida/nutrição e não comida/prazer. Perceba que quando estou com muuuita fome (pense numa escala de 1 a 5- onde 1 = sem fome e 5 = passando muito mal de fome); fica mais difícil de fazer boas escolhas.

Deixa eu exemplificar: Estou com muita fome (grau 5 da escala anterior), é muito difícil eu começar minha refeição com a salada. Vou querer comer logo o macarrão. Assim, não deixe que sua fome chegue ao nível 5, tente comer no nível três (3).

Se a resposta for NÃO: Você saberá que está sentindo uma fome psicológica e pare de pensar em comer. Nessa hora é necessário ter ferramentas para rebater esse tipo de fome. Encontrar formas saudáveis de saciar a necessidade e exercer seu autocontrole.

Cada vez que você vencer um momento de fome emocional, este fortalecerá o hábito de comer só quando estiver com fome física. (fortalecer a resistência e enfraquecer a desistência).

Fome Psicológica:

Ainda falando sobre a fome psicológica, podemos classifica-la em quatro tipos que cito a seguir:

Fome Ambiental: desejo de comer ao ver um alimento ou sentir o cheiro. Bem típico que ela surja em praças de alimentação. Você nem estava pensando em comer, mas o sanduíche parece tão apetitoso na foto que dá “fome”. Desta fome tiramos algumas perguntas necessárias para o processo de emagrecimento. Você tem chocolate em casa. Quem comprou? Quem é o porteiro da sua casa? Ou seja, quem deixa entrar tais alimentos?Como está organizada a sua cozinha? Deixe alimentos saudáveis a vista (frutas, castanhas) e esconda ou dificulte o acesso dos bolos, pães e biscoitos.

Fome Social: desejo de comer ao ver outras pessoas comendo. Como aquele lanchinho coletivo que rola no trabalho. Você levou seu lanche, mas aí surge uma comemoração de aniversário com todos comendo salgadinhos e bate aquela “fome”.Ou então, ir à casa da vó e ela te “empurrar” comida. Em muitos momentos, para que você siga seu plano alimentar, é necessário que você aprenda a dizer não, aprenda a se colocar.

Fome Mental: desejo de comer ao lembrar-se de uma comida saborosa. Aquele momento que você passa na frente de uma padaria, lembra que lá tem umas rosquinhas maravilhosas e para o carro, porque de repente te deu “fome”. È a famosa gula!

Fome Emocional: desejo de comer quando está se sentindo ansioso ou deprimido. Está cansada, dá “fome de pizza”, está chateada dá “fome de chocolate”, sempre algo específico e nada saudável.

Por fim, observe-se e tente classificar sua fome ao longo dos dias. Caso sua fome se classifique mais nas do tipo 3 e 4 (mental e emocional), você é o público alvo de Psicoterapia. Procure ajuda psicológica!

Quer saber mais? Visite meu perfil no Instagram:https://www.instagram.com/psiquemagra/

Conheça um pouco mais de mim. Veja meu currículo no Doctoralia:https://www.doctoralia.com.br/medico/brasil+luciana-14811726

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http://psicologalucianabrasil.com.br/influencia-da-autoestima-no-processo-de-emagrecimento/

 

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Saiba tudo sobre emagrecimento sustentável.

Saiba tudo sobre emagrecimento sustentável.

Emagrecimento sustentável: o que é? Como conseguir?

Quando olhamos no dicionário a palavra sustentável, achamos o seguinte significado: aquilo que se consegue sustentar (manter). Daí, emagrecimento sustentável é aquele que se mantém após a dieta (ou a reeducação alimentar).

A literatura nos fala que a cada quilo emagrecido teremos que mantê-lo por um mês. Ou seja, se o paciente perdeu 10 quilos, após 10 meses de peso mantido, diminui em muito o risco de reganho de peso e podemos pensar em um emagrecimento duradouro que é igual ao um sucesso no tratamento.

Emagrecimento sustentável está muito ligado ao psicológico da pessoa. Num emagrecimento duradouro, o paciente realmente aprendeu a comer e aprendeu a lidar com a comida de uma forma consciente.

Lembro-me uma vez de uma paciente que tinha perdido 40 quilos numa desta clínicas da moda e em poucos meses após o término do tratamento, voltou a engordar 50 quilos. E ela verbalizou da seguinte forma:

“Doutora, eu me sinto ser igual aquelas pessoas que ganham uma fortuna na MegaSena. Ficam milionárias! Gastam tudo e em pouco tempo tem que voltar a trabalhar! Eu fiquei magra e agora estou imensa; tenho que fazer dieta de novo!” Você se identificou?

Quem já emagreceu muito e voltou a engordar? O famoso efeito-sanfona? Pois é, se você se identificou, você faz parte do público-alvo que precisa fazer psicoterapia para emagrecer. Fazer terapia para entender o porquê comer indiscriminadamente, entender que sofrimento é este que precisa comer, entender os hábitos/cultura da família que te criou, aprender a ter a habilidade do auto-controle.

Nesta luta para emagrecer, muitas pessoas tentam de tudo um pouco: dieta Dukan, dieta da Lua, dieta dos pontos, entre outros. Dietas que emagrecem rapidamente, mas são INSUSTENTÁVEIS! Ninguém consegue passar a vida comendo com tanta restrição. Além de que sabe-se que dietas restritivas levam ao ciclo de compulsão alimentar. Assim, temos que evita-las ao máximo.

Por que algumas pessoas conseguem emagrecer e manter e outras não? Qual é o segredo?

  1. As pessoas entendem que tem um problema: a obesidade é uma doença e tem que ser tratada ANTES que venham as complicações (diabetes, pressão alta, artrite e tudo aquilo que já sabemos). É aceitar que estou acima do peso e preciso me tratar!

  1. As pessoas procuram ajuda especializada: Você consegue diferenciar o que é sonho de meta? Eu tenho o sonho de ficar magra versus eu tenho a meta de emagrecer e me manter magra para o resto de minha vida. Procurar ajuda tem muito a ver em estratégia de planejamento para que eu emagreça. É nesta hora que devo procurar a ajuda multidisciplinar: médico, nutricionista, Psicólogo Especializado em Obesidade e Transtorno Alimentar, professor de educação física.

 

Aqui eu devo colocar uma dica: vá primeiro ao psicólogo especialista em Obesidade. Depois de algumas sessões ele te indicará para o restante da equipe! Isto por que em muitas vezes você precisará adquirir algumas habilidades, fortalecer alguns comportamentos para conseguir aderir à dieta. Frequentemente, vejo aquele paciente que marca todos os profissionais de uma vez, na mesma semana, mas não consegue fazer nem um mês…

  1. As pessoas mudam os hábitos: Neste momento, o paciente já percebe que possui a “fome do ócio”. Aquela fome que quando está sem fazer nada, pega uma guloseima. Agora, já terapeuticado, quando está sem fazer nada, procura relaxar, procura uma atividade física ou outra atividade, menos COMER. Neste momento, ele consegue manter as boas escolhas nutricionais que sua nutricionista a indicou, mantem a rotina de atividade física e se percebe em relação ao comer indiscriminadamente.

 

  1. As pessoas mantém as prescrições: Assim como o paciente diabético precisa manter sua rotina com o uso de insulina e medicação complementar; o obeso emagrecido precisa manter o que conquistou: hábitos, pensamentos adaptativos em relação a comida, hobbies (o hobby é uma válvula de escape para o estresse. Procure o seu!).

 

Enfim, tenho falado muito aqui no site ou em outros canais que emagrecer é fácil, todo mundo emagrece, o difícil é manter este emagrecimento. Conscientize-se que você precisará ser cuidadoso com sua alimentação, de modo que deve sempre reparar no que come, quantidade que come e como come (pensamentos e emoções).

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Qual é a relação entre Transtornos Psicológicos e Obesidade?

Qual é a relação entre Transtornos Psicológicos e Obesidade?

Transtornos Psicológicos ou “Doenças da Alma”:

Os Transtornos Psicológicos estão cada dia mais presente em nosso mundo atual, isto por que o estresse, a competividade e o estilo de vida favorecem a presença de ansiedade, depressão, transtorno de estresse, fobias, entre os mais comuns.

Deve-se ressaltar que a doença psicológica normalmente surge quando nos deparamos com um determinado problema e não conseguimos resolver de forma ágil ou resolutiva. Por exemplo, quando estamos com dívidas e não conseguimos pagá-las, podemos ficar sem dormir, sentir dor no peito, sentir taquicardia, sensação de sufocamento (sinais claros de ansiedade).

Voltando ao exemplo da dívida, estando ansioso você procura maneiras de diminuir este “estado de estresse“ e uma das maneiras que pode encontrar é comendo. Comendo o que vier pela  frente, comendo todas as  angústias e aplacando as ansiedades. Fisiologicamente, tem-se uma relação química entre comer e baixar a ansiedade. Quem nunca ouviu o “dá um copo de água com açúcar para fulano se acalmar!” Isto por que quando há um aumento da carga glicêmica, consequentemente há um aumento da produção de serotonina que funciona como um ansiolítico.

Assim, é importante observar se quando se você come mais em situações de estresse, se come mesmo quando não está com fome, se come para se sentir melhor emocionalmente, se recompensa-se com a comida entre outros. Observe-se!

Obesidade:

Nunca tivemos uma população tão acima do peso. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, de 2013, mostram que mais da metade dos brasileiros, ou 56,9% está acima do peso ideal. Em 2015, dados de outro estudo do Ministério da Saúde, o Vigitel, que é realizado apenas com adultos das capitais do país, apontou crescimento de 60% no índice de obesidade entre 2006 e 2015.

Obesidade é uma doença e NÃO existe obeso saudável. A Obesidade abre portas para diabetes, pressão alta, doenças do coração, apnéia, artrite, derrame, entre outras. A Obesidade se instala quando a ingestão calórica é maior que o gasto calórico. Ou seja, só parar de comer e fazer atividade física. Simples assim. Será?

A obesidade é uma doença com múltiplos fatores desencadeantes: alimentação, sedentarismo, hereditariedade e transtornos psicológicos. E deve ser tratada com equipe multidisciplinar: nutricionista, médico, professor de educação física e psicóloga especializado em Transtorno Alimentar. A Psicologia enxerga a Obesidade como um sintoma de alguma insatisfação ou tristeza.  Daí, o indivíduo come para sanar o transtorno psicológico.

Aliado a isto, os níveis de depressão e ansiedade no país está alarmante. De acordo com dados divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS/2017), a população brasileira é a mais deprimida América Latina.

Por outro lado, o paciente obeso, em muitos momentos apresenta depressão e ansiedade por não conseguir lidar com este corpo acima do peso. Paralelo a isto, a obesidade pode levar ao isolamento social, um rebaixamento do humor, diminuição da auto-estima e das atividades diárias (sintomas de quadros depressivos).

Assim, o psicólogo do Emagrecimento irá te ajudar a resignificar a comida. Entender que fome é essa. Identificar que pensamentos mal adaptativos que fazem você comer sem estar com fome, entender a sua história familiar, a sua história desta obesidade.

Finalmente, não temos como saber “quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha”; mas sabemos que Transtornos Psicológicos podem trazer a Obesidade (ou seja, causar comportamentos alimentares inadequados) e a Obesidade pode levar a Transtornos Psicológicos (gatilho para depressão). O importante é que o indivíduo tenha a consciência desta relação, procure ajuda psicológica e tratamento especializado.

Leia também: http://psicologalucianabrasil.com.br/como-cultura-da-obesidade-afeta-sua-qualidade-de-vida/

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Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Relacionamento Amoroso, Auto-estima e Felicidade:

Relacionamento Amoroso, Auto-estima e Felicidade:

Relacionamento Amoroso e Auto-estima: existe relação?

Nestes dias estava pensando em qual assunto escrever e me deparei com relacionamento amoroso, escolha do cônjuge, auto-estima e felicidade. Isto por que uma das maiores queixa de consultório é o tal do amor. Andrew Solomon no livro “Depressão: o Demônio do Meio-Dia” define Depressão como fracasso no Amor. Será que é tudo isto?

Primeiro, temos que perceber que existem pessoas que são extremamente dependentes do afeto, da atenção, da opinião do outro. Como será que elas se enxergam?

Afinal, auto-estima: auto = eu + estima = valor.
Assim, qual o valor que dou a mim mesmo? Mas, infelizmente vejo muitas pessoas com outro-estima, ou seja, apenas preocupadas com o que as pessoas acham dela. Desta forma, algumas pessoas se submetem as situações constrangedoras por que não tem auto-estima e colocam o outro como um Deus.

Relacionamento Amoroso é importante sim… Mas, você pode ser feliz com um namorado, um marido, um caso eventual…Isto não é o fato mais importante da sua vida! Na verdade, você deve ser feliz e o relacionamento amoroso te deixa MAIS FELIZ.

Até por que vejo muita gente casada ou com relacionamento sério vivendo um inferno. Relacionamento serve para facilitar a sua vida! E não para atrapalhar! E é apenas uma esfera de sua vida. Cadê o resto? Hobbies, Amigos, Religião, Profissão, Esporte. Imagine a sua vida como uma grande pizza: cada pedaço é uma esfera de sua vida. Como ela está dividida? Só tem duas grandes fatias: vida profissional e vida amorosa? Vixe, alguma coisa está errada…

Por que? Porque você coloca todas as suas expectativas nestas duas áreas apenas. E se por acaso isto não der certo? Como você vai ficar? Daí, você corre o risco de cair em depressão nestas horas… Isto por que perdeu várias habilidades sociais: desaprendeu a conversar, a paquerar, a se cuidar, a dar valor nos amigos, a ter uma vida profissional, etc.

Outra coisa: algumas pessoas na ânsia de estar namorando procuram qualquer pessoa, sem definir alguns critérios. A escolha amorosa deve ser RACIONAL. Casamentos que dão certo ocorreram não por que fulano é bonitinho, um amorzinho, etc e tal. E sim por que ele tinha características importantes para ela, ou seja, estava dentro do perfil definido mesmo que inconscientemente.

Por outro lado, não é pra ficar escolhendo demais, senão você corre risco de ficar pra titia…rs. Mas, é preciso saber o que você pode/consegue tolerar. Por exemplo, fulano de tal preenche meus critérios: bom moço, educado, ambicioso, boa profissão, família legal, etc; MAS bebe uma água e deixa o copo no meio da sala, toma banho que nem pato deixando o banheiro encharcado. Você consegue tolerar? Arruma uma boa empregada doméstica e manda bala…

Mais uma coisa: a bibliografia nos diz que existem dois tipos de casais:

a) os alma gêmeas: gostam das mesmas coisas, fazem tudo junto…
b) os diferentes: um gosta de praia o outro de campo, um gasta muito e outro e controlado.

E aí? Qual dos dois? Na verdade, tanto faz… O primeiro tende a encher o saco do outro e se saciar, mais ou menos com taxa de validade. E o segundo tem que ficar negociando o tempo todo, ou seja, as brigas tendem a ocorrerem com mais freqüência. O que tem que ser igual são os princípios MORAIS. Afinal, isto ninguém negocia!

Por fim, temos que pensar numa felicidade real e não numa baseada em filmes de Hollywood e novelas da Globo. Termino com uma frase de Norman Lear: A vida é composta de prazeres pequenos. A felicidade é composta desses pequenos sucessos. O grande vêm muito raramente. E se você não colecionar todos estes pequenos sucessos, o grande realmente não significará qualquer coisa.”

 

 

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos