Como romper o ciclo da compulsão alimentar?

Compulsão Alimentar:  é possível parar?

A combinação de sobrecarga de trabalho e estresse emocional, infelizmente, é uma realidade que tem feito parte da rotina da maioria das pessoas. Pessoalmente, acredito que vivemos uma época de excessos, no qual somos cobrados pela sociedade a ter um alto nível de sucesso, dentro de prazos cada vez menores, nos pressionando ao limite emocional e físico. Este excesso aparece também no consumo alimentar: as chamadas compulsões alimentares.

Afinal, esse excesso de carga emocional, inevitavelmente, será extravasado de alguma forma.

Vamos a um exemplo: você teve um dia difícil no trabalho, passa no shopping e come. Você está com dívidas e cada vez que pensa nisso, come. Você está com problemas de relacionamento e depois de uma discussão, come. O comportamento automático de quem não está sabendo lidar com os problemas e acaba dentro de um círculo vicioso de ansiedade, comida e culpa.

E come de forma desenfreada e que nem sente o sabor dos alimentos. Só percebe quando está tão saciada que não consegue mais se mexer. Só consegue pensar que já era a dieta, que vai passar mal (ou já está passando).

Sem um rompimento, esse ciclo pode se manter durante toda uma vida. Os prejuízos são incalculáveis. Você se sente presa nesse ciclo?

Para romper, pense no que você pode fazer para mudar a situação. Qual é a sua parcela de culpa nesse problema? O que você pode fazer para mudar? Onde você pode interferir para romper esse ciclo.

Em uma boa reeducação alimentar, orientada por um profissional que realmente entende do assunto, não haverá alimentos proibidos que você não poderá comer de jeito nenhum (salvo em casos especiais), mas inevitavelmente haverá alimentos que devem ser consumidos com moderação ou em raras exceções.

Já observou que quando você está tentando se reeducar parece que esses alimentos ficam ainda mais atrativos, deliciosos e irrecusáveis? É a mesma lógica de quando acha que está grávida… só vê mulher grávida na rua!! Comprou um carro novo? Só vê um igual ao seu na rua…. Está restrita de pão… já sabe, né? E isto acontece até o ponto que você não resiste mesmo, vai lá e sai do plano.

E assim que muita gente escorrega, não consegue se alimentar direitinho por muito tempo, sai do plano, sente culpa, se frustra e quando percebe, lá se foi mais uma tentativa.

A mudança de alimentação não é uma questão apenas prática, como ir no supermercado e mudar a lista de compras. A questão é comportamental, mudar a forma como você vê, entende e se relaciona com a comida. Imagine uma coisa que você gosta muito, digamos que sejam rosquinhas.

O erro é começar o plano pensando: Eu não posso comer uma caixa de rosquinhas nunca mais. O certo é começar o plano pensando: Eu não preciso mais comer uma caixa de rosquinhas. A questão não é “poder”, a questão é não “precisar”. Aí você me pergunta: mas como eu faço para pensar dessa forma? Você precisa refletir, se questionar e buscar a compreensão do seu comportamento.

Geralmente quando você come um pacote de rosquinhas? Qual a situação da sua rotina que te leva a isso? Qual sentimento te desperta essa vontade de comer? O que você sente quando come? O que você sente depois que come? Respondendo essas perguntas você estará apta a interferir no seu comportamento, resolver esse problema que te tira a razão e achar outra válvula de escape que não sejam rosquinhas.

O segredinho do sucesso em uma reeducação alimentar está no autoconhecimetno. Buscar respostas emocionais para sua relação com a comida até que você consiga substituir o “eu não posso” pelo “eu não preciso”.

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Psicóloga Luciana Brasil

Posted by Psicóloga Luciana Brasil