Pequenos hábitos podem levar a obesidade?

Pequenos Hábitos e Obesidade:

Quando estudamos a História da Obesidade identificamos algumas transformações culturais (pequenos hábitos) que contribuíram para o crescimento da doença nos países onde os dados são mais preocupantes. Um dos fatores foi à perda do hábito das pessoas de ter o “momento da refeição”. Ou seja, ao londo da história perdemos o que chamamos de ritualização das refeições. Ninguém mais senta à mesa, come-se no carro, come-se andando, em pé, na frente da televisão, ao lado do celular. Não se usa mais talheres, apenas as mãos (fast foods e fingers foods).

Franceses versus Americanos:

Vamos analisar o exemplo dos franceses e dos americanos para entendermos isso melhor. Na França, culturalmente, as pessoas prezam pelo rito tradicional da alimentação: montam a mesa, comem primeiro a salada, depois a entrada, o prato principal e a sobremesa.  Aliado a isto, tudo em pequenas porções, preparadas com cuidado.

Como é nos Estados Unidos? O país é o maior propagador da cultura fast food. As pessoas desenvolveram o hábito de se alimentar prioritariamente com alimentos processados, criados para serem preparados e consumidos rapidamente. Na hora de comer, quando mais prática, rápida e maior for a porção, melhor.

Resultado: pesquisas divulgadas no ano passado mostram que a obesidade atinge 15,8% dos homens e 15,6% das mulheres na França. Já nos Estados Unidos atinge 40% das mulheres e 35% dos homens. Percebe como as características culturais podem ter um grande efeito no aumento da obesidade?

Outro hábitos:

Comer sobremesa a cada refeição é um hábito recorrente que tenho percebido nos pacientes que me procuram. Que tal trocar a sobremesa por uma fruta? Será que é indispensável tal hábito?

Outro hábito que percebo é a necessidade de “limpar o prato sempre” e de “repetir” Uma das habilidades necessárias para emagrecer é entender o que é ficar saciado. Costumo brincar com os pacientes que você deve almoçar e ao final, ser capaz de “dar uns pulinhos” sem que a comida venha na garganta. Ás vezes, a comida nem está tão boa, mas comemos até o fim. Não sou a favor de desperdício de comida, mas perceba o seu nível de saciedade. Não precisa ficar empanturrado.

Outro hábito é relacionar comida com culpa. Tudo errado! Você tem que aprender que comer tem que andar juntinho com o prazer. Comer é muito bom! Mas tem que ser na medida… assim como sal na comida, nem demais nem de menos.

Parte do processo de emagrecimento inclui descobrir o prazer de se alimentar com qualidade. Se você faz suas refeições em casa priorize se sentar a mesa, comer devagar e saboreando os alimentos. Se você faz suas refeições no trabalho, leve uma marmita com boa aparência, encontre um lugar tranquilo e coma sem interferências. Isso ajuda no tratamento da fome emocional.

Finalmente, emagrecer não é apenas fazer dieta, é  reaprender a se alimentar da forma correta. Emagrecer é fácil, difícil é manter-se magro.

Para saber mais:http://psicologalucianabrasil.com.br/como-romper-o-ciclo-da-compulsao-alimentar/

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Psicóloga Luciana Brasil

Posted by Psicóloga Luciana Brasil