Relacionamento Amoroso, Auto-estima e Felicidade:

Relacionamento Amoroso e Auto-estima: existe relação?

Nestes dias estava pensando em qual assunto escrever e me deparei com relacionamento amoroso, escolha do cônjuge, auto-estima e felicidade. Isto por que uma das maiores queixa de consultório é o tal do amor. Andrew Solomon no livro “Depressão: o Demônio do Meio-Dia” define Depressão como fracasso no Amor. Será que é tudo isto?

Primeiro, temos que perceber que existem pessoas que são extremamente dependentes do afeto, da atenção, da opinião do outro. Como será que elas se enxergam?

Afinal, auto-estima: auto = eu + estima = valor.
Assim, qual o valor que dou a mim mesmo? Mas, infelizmente vejo muitas pessoas com outro-estima, ou seja, apenas preocupadas com o que as pessoas acham dela. Desta forma, algumas pessoas se submetem as situações constrangedoras por que não tem auto-estima e colocam o outro como um Deus.

Relacionamento Amoroso é importante sim… Mas, você pode ser feliz com um namorado, um marido, um caso eventual…Isto não é o fato mais importante da sua vida! Na verdade, você deve ser feliz e o relacionamento amoroso te deixa MAIS FELIZ.

Até por que vejo muita gente casada ou com relacionamento sério vivendo um inferno. Relacionamento serve para facilitar a sua vida! E não para atrapalhar! E é apenas uma esfera de sua vida. Cadê o resto? Hobbies, Amigos, Religião, Profissão, Esporte. Imagine a sua vida como uma grande pizza: cada pedaço é uma esfera de sua vida. Como ela está dividida? Só tem duas grandes fatias: vida profissional e vida amorosa? Vixe, alguma coisa está errada…

Por que? Porque você coloca todas as suas expectativas nestas duas áreas apenas. E se por acaso isto não der certo? Como você vai ficar? Daí, você corre o risco de cair em depressão nestas horas… Isto por que perdeu várias habilidades sociais: desaprendeu a conversar, a paquerar, a se cuidar, a dar valor nos amigos, a ter uma vida profissional, etc.

Outra coisa: algumas pessoas na ânsia de estar namorando procuram qualquer pessoa, sem definir alguns critérios. A escolha amorosa deve ser RACIONAL. Casamentos que dão certo ocorreram não por que fulano é bonitinho, um amorzinho, etc e tal. E sim por que ele tinha características importantes para ela, ou seja, estava dentro do perfil definido mesmo que inconscientemente.

Por outro lado, não é pra ficar escolhendo demais, senão você corre risco de ficar pra titia…rs. Mas, é preciso saber o que você pode/consegue tolerar. Por exemplo, fulano de tal preenche meus critérios: bom moço, educado, ambicioso, boa profissão, família legal, etc; MAS bebe uma água e deixa o copo no meio da sala, toma banho que nem pato deixando o banheiro encharcado. Você consegue tolerar? Arruma uma boa empregada doméstica e manda bala…

Mais uma coisa: a bibliografia nos diz que existem dois tipos de casais:

a) os alma gêmeas: gostam das mesmas coisas, fazem tudo junto…
b) os diferentes: um gosta de praia o outro de campo, um gasta muito e outro e controlado.

E aí? Qual dos dois? Na verdade, tanto faz… O primeiro tende a encher o saco do outro e se saciar, mais ou menos com taxa de validade. E o segundo tem que ficar negociando o tempo todo, ou seja, as brigas tendem a ocorrerem com mais freqüência. O que tem que ser igual são os princípios MORAIS. Afinal, isto ninguém negocia!

Por fim, temos que pensar numa felicidade real e não numa baseada em filmes de Hollywood e novelas da Globo. Termino com uma frase de Norman Lear: A vida é composta de prazeres pequenos. A felicidade é composta desses pequenos sucessos. O grande vêm muito raramente. E se você não colecionar todos estes pequenos sucessos, o grande realmente não significará qualquer coisa.”

 

 

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Psicóloga Luciana Brasil

Posted by Psicóloga Luciana Brasil