obesidade

Saiba tudo sobre emagrecimento sustentável.

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Emagrecimento sustentável: o que é? Como conseguir?

Quando olhamos no dicionário a palavra sustentável, achamos o seguinte significado: aquilo que se consegue sustentar (manter). Daí, emagrecimento sustentável é aquele que se mantém após a dieta (ou a reeducação alimentar).

A literatura nos fala que a cada quilo emagrecido teremos que mantê-lo por um mês. Ou seja, se o paciente perdeu 10 quilos, após 10 meses de peso mantido, diminui em muito o risco de reganho de peso e podemos pensar em um emagrecimento duradouro que é igual ao um sucesso no tratamento.

Emagrecimento sustentável está muito ligado ao psicológico da pessoa. Num emagrecimento duradouro, o paciente realmente aprendeu a comer e aprendeu a lidar com a comida de uma forma consciente.

Lembro-me uma vez de uma paciente que tinha perdido 40 quilos numa desta clínicas da moda e em poucos meses após o término do tratamento, voltou a engordar 50 quilos. E ela verbalizou da seguinte forma:

“Doutora, eu me sinto ser igual aquelas pessoas que ganham uma fortuna na MegaSena. Ficam milionárias! Gastam tudo e em pouco tempo tem que voltar a trabalhar! Eu fiquei magra e agora estou imensa; tenho que fazer dieta de novo!” Você se identificou?

Quem já emagreceu muito e voltou a engordar? O famoso efeito-sanfona? Pois é, se você se identificou, você faz parte do público-alvo que precisa fazer psicoterapia para emagrecer. Fazer terapia para entender o porquê comer indiscriminadamente, entender que sofrimento é este que precisa comer, entender os hábitos/cultura da família que te criou, aprender a ter a habilidade do auto-controle.

Nesta luta para emagrecer, muitas pessoas tentam de tudo um pouco: dieta Dukan, dieta da Lua, dieta dos pontos, entre outros. Dietas que emagrecem rapidamente, mas são INSUSTENTÁVEIS! Ninguém consegue passar a vida comendo com tanta restrição. Além de que sabe-se que dietas restritivas levam ao ciclo de compulsão alimentar. Assim, temos que evita-las ao máximo.

Por que algumas pessoas conseguem emagrecer e manter e outras não? Qual é o segredo?

  1. As pessoas entendem que tem um problema: a obesidade é uma doença e tem que ser tratada ANTES que venham as complicações (diabetes, pressão alta, artrite e tudo aquilo que já sabemos). É aceitar que estou acima do peso e preciso me tratar!

  1. As pessoas procuram ajuda especializada: Você consegue diferenciar o que é sonho de meta? Eu tenho o sonho de ficar magra versus eu tenho a meta de emagrecer e me manter magra para o resto de minha vida. Procurar ajuda tem muito a ver em estratégia de planejamento para que eu emagreça. É nesta hora que devo procurar a ajuda multidisciplinar: médico, nutricionista, Psicólogo Especializado em Obesidade e Transtorno Alimentar, professor de educação física.

 

Aqui eu devo colocar uma dica: vá primeiro ao psicólogo especialista em Obesidade. Depois de algumas sessões ele te indicará para o restante da equipe! Isto por que em muitas vezes você precisará adquirir algumas habilidades, fortalecer alguns comportamentos para conseguir aderir à dieta. Frequentemente, vejo aquele paciente que marca todos os profissionais de uma vez, na mesma semana, mas não consegue fazer nem um mês…

  1. As pessoas mudam os hábitos: Neste momento, o paciente já percebe que possui a “fome do ócio”. Aquela fome que quando está sem fazer nada, pega uma guloseima. Agora, já terapeuticado, quando está sem fazer nada, procura relaxar, procura uma atividade física ou outra atividade, menos COMER. Neste momento, ele consegue manter as boas escolhas nutricionais que sua nutricionista a indicou, mantem a rotina de atividade física e se percebe em relação ao comer indiscriminadamente.

 

  1. As pessoas mantém as prescrições: Assim como o paciente diabético precisa manter sua rotina com o uso de insulina e medicação complementar; o obeso emagrecido precisa manter o que conquistou: hábitos, pensamentos adaptativos em relação a comida, hobbies (o hobby é uma válvula de escape para o estresse. Procure o seu!).

 

Enfim, tenho falado muito aqui no site ou em outros canais que emagrecer é fácil, todo mundo emagrece, o difícil é manter este emagrecimento. Conscientize-se que você precisará ser cuidadoso com sua alimentação, de modo que deve sempre reparar no que come, quantidade que come e como come (pensamentos e emoções).

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Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Qual é a relação entre Transtornos Psicológicos e Obesidade?

Qual é a relação entre Transtornos Psicológicos e Obesidade?

Transtornos Psicológicos ou “Doenças da Alma”:

Os Transtornos Psicológicos estão cada dia mais presente em nosso mundo atual, isto por que o estresse, a competividade e o estilo de vida favorecem a presença de ansiedade, depressão, transtorno de estresse, fobias, entre os mais comuns.

Deve-se ressaltar que a doença psicológica normalmente surge quando nos deparamos com um determinado problema e não conseguimos resolver de forma ágil ou resolutiva. Por exemplo, quando estamos com dívidas e não conseguimos pagá-las, podemos ficar sem dormir, sentir dor no peito, sentir taquicardia, sensação de sufocamento (sinais claros de ansiedade).

Voltando ao exemplo da dívida, estando ansioso você procura maneiras de diminuir este “estado de estresse“ e uma das maneiras que pode encontrar é comendo. Comendo o que vier pela  frente, comendo todas as  angústias e aplacando as ansiedades. Fisiologicamente, tem-se uma relação química entre comer e baixar a ansiedade. Quem nunca ouviu o “dá um copo de água com açúcar para fulano se acalmar!” Isto por que quando há um aumento da carga glicêmica, consequentemente há um aumento da produção de serotonina que funciona como um ansiolítico.

Assim, é importante observar se quando se você come mais em situações de estresse, se come mesmo quando não está com fome, se come para se sentir melhor emocionalmente, se recompensa-se com a comida entre outros. Observe-se!

Obesidade:

Nunca tivemos uma população tão acima do peso. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, de 2013, mostram que mais da metade dos brasileiros, ou 56,9% está acima do peso ideal. Em 2015, dados de outro estudo do Ministério da Saúde, o Vigitel, que é realizado apenas com adultos das capitais do país, apontou crescimento de 60% no índice de obesidade entre 2006 e 2015.

Obesidade é uma doença e NÃO existe obeso saudável. A Obesidade abre portas para diabetes, pressão alta, doenças do coração, apnéia, artrite, derrame, entre outras. A Obesidade se instala quando a ingestão calórica é maior que o gasto calórico. Ou seja, só parar de comer e fazer atividade física. Simples assim. Será?

A obesidade é uma doença com múltiplos fatores desencadeantes: alimentação, sedentarismo, hereditariedade e transtornos psicológicos. E deve ser tratada com equipe multidisciplinar: nutricionista, médico, professor de educação física e psicóloga especializado em Transtorno Alimentar. A Psicologia enxerga a Obesidade como um sintoma de alguma insatisfação ou tristeza.  Daí, o indivíduo come para sanar o transtorno psicológico.

Aliado a isto, os níveis de depressão e ansiedade no país está alarmante. De acordo com dados divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS/2017), a população brasileira é a mais deprimida América Latina.

Por outro lado, o paciente obeso, em muitos momentos apresenta depressão e ansiedade por não conseguir lidar com este corpo acima do peso. Paralelo a isto, a obesidade pode levar ao isolamento social, um rebaixamento do humor, diminuição da auto-estima e das atividades diárias (sintomas de quadros depressivos).

Assim, o psicólogo do Emagrecimento irá te ajudar a resignificar a comida. Entender que fome é essa. Identificar que pensamentos mal adaptativos que fazem você comer sem estar com fome, entender a sua história familiar, a sua história desta obesidade.

Finalmente, não temos como saber “quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha”; mas sabemos que Transtornos Psicológicos podem trazer a Obesidade (ou seja, causar comportamentos alimentares inadequados) e a Obesidade pode levar a Transtornos Psicológicos (gatilho para depressão). O importante é que o indivíduo tenha a consciência desta relação, procure ajuda psicológica e tratamento especializado.

Leia também: http://psicologalucianabrasil.com.br/como-cultura-da-obesidade-afeta-sua-qualidade-de-vida/

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Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Pequenos hábitos podem levar a obesidade?

Pequenos hábitos podem levar a obesidade?

Pequenos Hábitos e Obesidade:

Quando estudamos a História da Obesidade identificamos algumas transformações culturais (pequenos hábitos) que contribuíram para o crescimento da doença nos países onde os dados são mais preocupantes. Um dos fatores foi à perda do hábito das pessoas de ter o “momento da refeição”. Ou seja, ao londo da história perdemos o que chamamos de ritualização das refeições. Ninguém mais senta à mesa, come-se no carro, come-se andando, em pé, na frente da televisão, ao lado do celular. Não se usa mais talheres, apenas as mãos (fast foods e fingers foods).

Franceses versus Americanos:

Vamos analisar o exemplo dos franceses e dos americanos para entendermos isso melhor. Na França, culturalmente, as pessoas prezam pelo rito tradicional da alimentação: montam a mesa, comem primeiro a salada, depois a entrada, o prato principal e a sobremesa.  Aliado a isto, tudo em pequenas porções, preparadas com cuidado.

Como é nos Estados Unidos? O país é o maior propagador da cultura fast food. As pessoas desenvolveram o hábito de se alimentar prioritariamente com alimentos processados, criados para serem preparados e consumidos rapidamente. Na hora de comer, quando mais prática, rápida e maior for a porção, melhor.

Resultado: pesquisas divulgadas no ano passado mostram que a obesidade atinge 15,8% dos homens e 15,6% das mulheres na França. Já nos Estados Unidos atinge 40% das mulheres e 35% dos homens. Percebe como as características culturais podem ter um grande efeito no aumento da obesidade?

Outro hábitos:

Comer sobremesa a cada refeição é um hábito recorrente que tenho percebido nos pacientes que me procuram. Que tal trocar a sobremesa por uma fruta? Será que é indispensável tal hábito?

Outro hábito que percebo é a necessidade de “limpar o prato sempre” e de “repetir” Uma das habilidades necessárias para emagrecer é entender o que é ficar saciado. Costumo brincar com os pacientes que você deve almoçar e ao final, ser capaz de “dar uns pulinhos” sem que a comida venha na garganta. Ás vezes, a comida nem está tão boa, mas comemos até o fim. Não sou a favor de desperdício de comida, mas perceba o seu nível de saciedade. Não precisa ficar empanturrado.

Outro hábito é relacionar comida com culpa. Tudo errado! Você tem que aprender que comer tem que andar juntinho com o prazer. Comer é muito bom! Mas tem que ser na medida… assim como sal na comida, nem demais nem de menos.

Parte do processo de emagrecimento inclui descobrir o prazer de se alimentar com qualidade. Se você faz suas refeições em casa priorize se sentar a mesa, comer devagar e saboreando os alimentos. Se você faz suas refeições no trabalho, leve uma marmita com boa aparência, encontre um lugar tranquilo e coma sem interferências. Isso ajuda no tratamento da fome emocional.

Finalmente, emagrecer não é apenas fazer dieta, é  reaprender a se alimentar da forma correta. Emagrecer é fácil, difícil é manter-se magro.

Para saber mais:http://psicologalucianabrasil.com.br/como-romper-o-ciclo-da-compulsao-alimentar/

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Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
A influência da autoestima no processo de emagrecimento

A influência da autoestima no processo de emagrecimento

Auto Estima e Emagrecimento:

Auto Estima corresponde às crenças  que temos sobre nós mesmos; é a forma como nos entendemos e corresponde a nossa auto-imagem. Muitas pessoas desejam emagrecer por acreditarem que, quando conquistarem esse objetivo passarão a gostar de quem são e, assim, vários problemas da vida serão resolvidos. No entanto, o caminho é inverso.

Vejo isto acontecer muito com paciente de cirurgia bariátrica que emagrece muito em pouco espaço de tempo. Quando fazemos a avaliação pré-operatória, muitas vezes o paciente tem uma expectativa enorme: que vai arrumar emprego depois de emagrecer, que vai arrumar um companheiro depois de emagrecer, que vai… E muitas vezes isto não acontece, pois ele precisa ter um bom currículo para arrumar um emprego, um bom papo para arrumar um cônjuge e assim por adiante.

A Auto Estima tem consequências em vários aspectos da nossa vida: no trabalho, no relacionamento com as pessoas e na capacidade de realização.

O processo de emagrecimento saudável é longo e difícil, para conseguir é preciso desenvolver três importantes sentimentos: autoestima, autoresponsabildiade e autoconfiança.  Não gostar de quem você é, culpar a vida e focar nas suas escolhas ruins é um dos caminhos para você NÃO ter sucesso.

Auto Estima e Obesidade:

No contexto do ganho de peso (obesidade e sobrepeso), as recorrentes histórias de fracasso (emagrece/engorda/emagrece/engorda) causadas pelo efeito sanfona abalam em muito o sentimento de competência das pessoas, daí a auto-estima fica prejudicada.

É preciso aceitar com mais compreensão a sua própria história, suas fraquezas e começar a amar quem você é, independente dos seus defeitos. Os resultados só acontecem para as pessoas que abandonam um histórico de culpas e começam a se olhar com mais amor, responsabilidade e confiança.

Gostar de si mesma e acreditar na sua capacidade de realizar o que deseja te ajudará a fortalecer seus potenciais, a aceitar seus erros e a fazer escolhas diferentes de agora em diante. Você vai emagrecer, não porque deseja ser outra pessoa, mas porque se ama, acredita que merece ter uma qualidade de vida melhor e se esforçará ao máximo para conquistar.

“Eu gosto de quem eu sou e por isso mereço a melhor versão de mim mesma”. Esse é o pensamento que te fortalece e que te leva até os resultados. Vamos lá?!

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Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos