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Como fortaler o processo de perda de peso?

Como fortaler o processo de perda de peso?

Quanto mais simples for o processo de perda de peso, mais possibilidades ele tem de dar certo. É preciso descomplicar a forma de pensar sobre o que precisa ou não ser feito.

O caminho é assim:

  • Identificar os seus motivos para querer emagrecer (isso que te dará motivação).
  • Identificar os desafios (isso te dará clareza na busca por soluções.
  • Traçar um plano de mudança de hábitos prático (tem que caber na rotina que você já tem).
  • Começar a pôr em prática devagar.

Aí você pensa: entendi, mas colocar em prática é difícil. Verdade, é difícil, mas ao simplificar essa rota a sua visão do caminho a ser percorrido será menos assustadora.

Quando elencar os motivos, não faça uma lista com várias razões. Pense: o que é realmente importante?

  • Quando pensar nos desafios, não se encha de defeitos que te darão uma visão incapaz de si mesma. Pense: o que é uma grande dificuldade mesmo?
  • Quando definir um plano de mudança de hábitos, não crie uma rotina completamente diferente da que você já tem. Pense: como encaixar as mudanças necessárias da forma menos impactante na minha rotina?

Um dos grandes desafios no processo de emagrecimento é imaginá-lo como um monstro a ser derrotado, o que causa medo de não conseguir e desânimo de ser incapaz diante de um oponente tão forte.

Simplifique! Não pense no processo como um inimigo a ser derrotado em uma luta sofrida, mas em um aliado para uma vida com mais saúde e leveza, que muitas vezes vai exigir que você faça um esforço para seguir com ele. Respeite o processo, não tenha medo dele.

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Planejando uma alimentação saudável.

Planejando uma alimentação saudável.

Ao tirar um tempo para organizar um bom plano alimentar e valorizar os momentos no dia a dia que você está colocando em prática, não pense que são sacrifícios.

Pense que é aquele momento de aprender algo novo pelo seu próprio bem, que você está tendo dificuldades, mas tem alguém pegando na sua mão e dizendo que vai valer a pena. Essa pessoa tem que ser você mesma.

Ter um bom plano alimentar é exercer um comportamento maduro, que considera o fato de a vida não ser feita apenas de prazeres infinitos, e que é preciso encontrar prazer naquilo que nos faz bem de forma integral e duradoura.

Nada deve ser proibido. Aquelas comidas que você gosta de comer por puro prazer podem continuar lá, mas para momentos específicos e não como uma rotina.

Amadurecer emocionalmente no processo de perda de peso significa amadurecer também o nosso paladar. Tudo na jornada de emagrecimento é transformação de pensamento, de perspectiva, de interpretação dos fatos.

Enquanto a comida saudável for vista como remédio amargo, e não como uma escolha de cuidado com a própria vida, haverá entraves no processo de amadurecimento necessário para que o processo de perda de peso seja eficiente.

A questão não é sobre gostar ou não de comer bem, mas de ter um olhar maduro ou não sobre o que é importante para você.

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Por que temos medo de mudar?

Por que temos medo de mudar?

Essa semana fez um ano que estamos sob os efeitos de uma pandemia. Uma situação que nenhum de nós (com raríssimas exceções no mundo) vivenciou, visto que a última vez que isso aconteceu foi em 1918. Um ano de tantas mudanças e que nos afetam de tantas formas. É como se estivéssemos vivendo em um novo mundo, que na prática, é ainda o mesmo.

O impacto em nossas vidas foi grande e não só por causa do isolamento e mudanças na nossa rotina. Muitas pessoas enfrentaram ou ainda enfrentam impactos na suas relações com seus companheiros e familiares, devido à intensificação da convivência. Mudanças nas relação com amigos em razão dos distanciamentos. Mudanças nas relações com colegas por causa da nova dinâmica de trabalho. Cada mudança traz consequências emocionais.

Diversos questionamentos surgem sobre rotina, prioridades na vida, satisfação com as relações e valores pessoais diante do cenário de crise sanitária. Um ano de mudanças, não um mês. É tempo mais que suficiente para que tudo isso tenha nos afetado psicologicamente de alguma forma. Em maior ou menor intensidade, todos temos que enfrentar as mudanças e as consequências dela.

De que forma essas mudanças te afetam? Qual o impacto na sua percepção de mundo e de si mesma? Não é fácil para nenhum de nós tudo que temos vivido, mas podemos tirar disso diversas lições de vida importantes. Não gosto de dizer que há um lado bom da pandemia, mas vejo que diante de mudanças inevitáveis que a vida nos trouxe, de que forma isso pode impulsionar mudanças que você gostaria de fazer na sua vida e não tinha feito até então?

Quando estamos acomodados não temos motivação para mudar, mas é no desconforto que buscamos formas de sair de uma situação. De que forma esse momento pode te impulsionar?

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos

Pensamentos que atrapalham sua mudança de hábitos

Pensamentos que atrapalham sua mudança de hábitos

O mês de novembro, quando começam a surgir as campanhas de natal nos lembrando que mais um ano chegou ao fim podemos ter dois pensamentos em relação as nossas vidas: “mais uma ano se foi, não consegui o que eu queria e perdi mais um ano” ou “ainda dá tempo de colocar algumas coisas em prática, vou me organizar e fechar o ano bem”. Como está a perspectiva por aí? Se for a primeira opção, vai por mim, ainda dá tempo de chegar ao fim de 2019 podendo fazendo um balanço com saldo positivo. 

Todo início de ano a mudança de ciclo nos leva a um comportamento coletivo de refletir sobre a vida, fazer planos e acreditar que “este será ser o meu ano”, no entanto, quando nós não mudamos a vida não muda, e assim muitos chegam ao mês de frustrados ao perceber que foi apenas mais um ano como todos os outros.

Qual era o seu plano para 2019? Se não deu certo, avalie as razões, busque soluções e não permita que seja mais um ano perdido para seus projetos pessoais.

Nossa mente possui alguns pensamentos que chamamos de “erros cognitivos”, que são pensamentos automáticos desconexos com os fatos. Um desses erros é o “pensamento dicotômico”, o pensamento do “tudo ou nada”. Pensamos “Se não for para comer tudo, melhor nem comer; “Se não for para beber muito, melhor nem beber”; “Se não for para viajar uma semana, melhor nem ir”. Esse pensamento desequilibrado nos faz perder muitas oportunidades de desfrutar parcialmente de coisas positivas e automaticamente ampliar o alcance da negativa. 

Pensar que não vale mais a pena tentar significa que serão 12 meses de fracasso. Se você abrir mão do pensamento dicotômico, em dezembro poderá avaliar que não foi 100%, mas 50% é melhor do que nada. Existem outros erros cognitivos que assim como esse impedem a nossa mente de pensar e agir diferente nas mais diversas situações. A psicoterapia Cognitivo Comportamental trata esses erros cognitivos primeiro te ensinando a identificá-los quando surgirem e te dando ferramentas para combatê-los para que não afetem negativamente suas decisões. 

A maior desafio para colocar projetos pessoais em prática não é o nível de dificuldade do projeto, mas a mudança de hábitos para fazer algo novo.

Falar sobre hábitos causa ansiedade nas pessoas porque pensam que só grandes mudanças fazem diferença, mas o processo correto de mudança de hábitos deve começar com pequenas atitudes. Temos hábitos ruins de estimação, comportamentos que sabemos ser prejudiciais, mas que estão conosco há tanto tempo, que parecem fazer parte de quem somos. São comportamentos pequenos que parecem não fazer muita diferença na nossa vida, mas é o conjunto deles que nos impedem de evoluir. 

São comportamentos simples como aquela mania de sempre dormir mais 10 minutos depois que o despertador toca, aquela comida que você não pode viver sem, aquele choppinho de toda quinta que não dá para deixar de ir. São nesses pequenos hábitos que estão a chave da transformação, porque quando você percebe que mudou uma coisa que achava ser impossível, mesmo que pequena, você descobre sua capacidade de mudar. A Psicoterapia Cognitivo Comportamental te ajudar a identificar esses hábitos e te orienta sobre as forma de mudá-los. 

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Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Como emagrecer sem parar de comer o que eu gosto?

Como emagrecer sem parar de comer o que eu gosto?

Hoje os bons nutricionistas sabem que as pessoas possuem uma série de particularidades que devem ser consideradas na elaboração de um plano alimentar e que ele deve ser baseado em um processo de reeducação alimentar e não em restrições. Essa é a estratégia apoiada pela psicologia do emagrecimento, pois todas as pesquisas mostram que para emagrecer é preciso criar um relacionamento saudável com a comida e não uma guerra. 

Se você tem uma lista de tentativas frustradas é hora de mudar o comportamento antes de mudar a dieta. Esse o ponto em que a psicologia do emagrecimento atua.

A obesidade quase sempre está ligada a questões emocionais como: dificuldade em lidar com frustrações, sentimento de culpa e atitudes compulsivas. Comportamentos que são levados para todas os relacionamentos das pessoas, inclusive a relação com a comida. Ao proibir o consumo de alimentos que uma pessoa está acostumada a comer ela entrará em guerra com ela mesma para resistir e quando falhar reforçará justamente os sentimentos que causaram o problema: frustração, culpa, compulsão. 

Psicologicamente o ato de comer está ligado ao prazer, a segurança e ao afeto. Uma construção que vem desde o momento da amamentação, passando pelas nossas memórias afetivas, nas quais a comida estava presente. Pessoas com carências emocionais sofrem com a dificuldade em controlar a alimentação porque buscam na comida a sensação de tranquilidade relacionada a comida que está guardada na memória. 

Comer é bom, nos faz bem, nos remete a boas memórias. O profissional que te orientar a perder esse prazer está prejudicando sua saúde mental.

Em uma vida saudável não devemos retirar o prazer da alimentação, mas amadurecer a relação com a comida construída ao longo da nossa vida. É preciso desenvolver uma relação mais racional, entendendo que comer é primeiramente uma necessidade fisiológica é o prazer um benefício agregado. A nossa sobrevivência com saúde depende de nos alimentarmos com aquilo que nosso organismo precisa e o prazer é para ser desfrutado com equilíbrio entre o necessário e o desejável.

Entendendo isso você se esforçará para descobrir o prazer alimentar com o que você precisa e não com o que acha delicioso. Você sabe que suas necessidades não estão em comida industrializada, processadas e prontas, mas você está acostumada a colocar o prazer acima das necessidades. O mais interessante é que quando você inverte as prioridades, você descobrirá que viver o prazer com mais equilíbrio faz com que ele seja sentido com mais intensidade. 

Uma vida onde o prazer está sempre acima das necessidades revela um comportamento infantil que ao serem mantidos na fase adulta afetam negativamente todos os projetos de vida.

Cuidar da saúde da forma correta, com orientação profissional e ações equilibradas é acima de tudo um ato de amadurecimento emocional. É um processo onde será necessário avaliar tudo com a calma que só encontramos quando cuidamos, antes de tudo, do nosso estado psicológico. Você precisará pensar em porque engordou e para isso revisitar o passado, o que vocẽ quer para o futuro e para isso tomar decisões hoje. Envolve emoções, envolve escolhas, envolve coragem. 

Como a questão é comportamental, o ideal é começar esse processo buscando a orientação de um psicológico para fazer um diagnóstico das questões emocionais que precisam ser tratadas para que você possa mudar sua relação com a alimentação. A psicoterapia também te ensinará sobre ferramentas e técnicas para colocar os planos em práticas, driblar dificuldades e manter o foco até atingir os resultados e acima de tudo, mantê-los. 

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Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Como a psicologia pode te ajudar a emagrecer?

Como a psicologia pode te ajudar a emagrecer?

Há uma frase muito conhecida que diz “loucura é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Infelizmente isso é que o mais acontece na vida das pessoas. Muitos dos problemas vivenciados são frutos de decisões tomadas em momentos de profundo desequilíbrio emocional e as pessoas lutam para tentar resolvê-los sem antes resolver os problemas emocionais que as levaram a tal situação. É preciso emoções estruturadas para construir uma vida estruturada.

A obesidade por exemplo quase sempre está ligada a problemas emocionais que impedem uma rotina saudável com alimentação equilibrada e prática de exercício físicos. Sem resolver esses problemas as tentativas de emagrecer serão frustradas, pois as pessoas podem até criar estratégias, mas os problemas emocionais não permitirão que sejam colocadas em prática. Se você está com dificuldades para emagrecer, o problema possivelmente não é a estratégia é o seu estado emocional para fazer a estratégia funcionar.

A maioria dos métodos de emagrecimento oferecidos por diversos profissionais no mercado focam em “como podemos te emagrecer”. O meu trabalho é focado em “porque você engordou e como você pode mudar isso”. Esse é o grande diferencial da Terapia Cognitivo Comportamental focada em emagrecimento. Geralmente os pacientes chegam ao meu consultório porque já tentaram emagrecer de diversas formas e não conseguiram. Várias dietas e treinos interrompidos fazem parte do histórico da maioria dessas pessoas.

As frustrações com as tentativas de emagrecer acontecem porque as pessoas focam no “como” e não no “porquê”.

A primeira etapa para um processo de emagrecimento de sucesso é entender: quando você começou a engordar, quais são os comportamentos que te mantém acima do peso e quais são as suas principais dificuldades para mudar de atitude. Respondidas essas perguntas você começa a fortalecer a autoestima, enfrentar os problemas emocionais e retomar os projetos de vida que haviam sido interrompidos por esse conjunto de fatores, entre eles o desejo de emagrecer.

Muitas pessoas desejam emagrecer por acreditarem que, quando conquistarem esse objetivo passarão a gostar de quem são e, assim, vários problemas da vida serão resolvidos. No entanto, o caminho é inverso. Para conseguir é preciso desenvolver três importantes sentimentos: autoestima, autoresponsabildiade e autoconfiança. Não gostar de quem você é, culpar a vida e focar nas suas escolhas ruins é um dos caminhos para você NÃO ter sucesso.

É preciso aceitar com mais compreensão a sua própria história, suas fraquezas e começar a amar quem você é, independente dos seus defeitos. Os resultados só acontecem para as pessoas que abandonam um histórico de culpas e começam a se olhar com mais amor, responsabilidade e confiança.

Gostar de si mesma e acreditar na sua capacidade de realizar o que deseja te ajudará a fortalecer seus potenciais, a aceitar seus erros e a fazer escolhas diferentes de agora em diante.

Você emagrece não porque deseja ser outra pessoa, mas porque se ama, acredita que merece ter uma qualidade de vida melhor e com isso terá motivação para se esforçar ao máximo para conquistar o que quer. Uma alimentação saudável permanente, o fim do sedentarismo e a determinação para cumprir metas são consequência do autoconhecimento que te mostrará seus pontos fortes, seus pontos fracos e as ferramentas para utilizá-los a seu favor.

Se você se sente frustrada por estar tentando emagrecer a tanto tempo sem sucesso, não pense que você é incapaz, o que falta é aprender sobre o processo psicológico necessário para emagrecer com saúde mental e física. É preciso aprender a pensar: “Eu gosto de quem eu sou e por isso mereço ser a melhor versão de mim mesma”. A psicoterapia Cognitivo Comportamental como foco em emagrecimento vai te conduzir nesse processo de mudança de pensamento, apresentar as ferramentas, acompanhar o aprendizado e te dar plenas condições de atingir seus objetivos.

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Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Medicamentos é a melhor opçao para tratar a ansiedade?

Medicamentos é a melhor opçao para tratar a ansiedade?

Psicólogos não prescrevem medicação, mas falar sobre o assunto com nossos pacientes faz parte do tratamento. É muito comum que pacientes procurem psicoterapia quando já estão em tratamento medicamentoso e os resultados da medicação são considerados durante o tratamento psicoterápico. Da mesma forma, durante o tratamento psicoterápico ao identificarmos que o paciente pode precisar do uso de medicação encaminhamos para a avaliação de um psiquiatra.

Psicoterapia e medicação têm objetivos diferentes, trabalham em conjunto, complementando um ao outro para um tratamento eficaz do paciente.

Os psicólogos não acreditam em qualidade de vida do paciente que apenas faz uso da medicação sem o tratamento psicoterápico, pois os remédios tratam os sintomas, mas não tratam as causas. Para entender de forma mais simples, é como ter dor de cabeça por causa de problemas de visão, o analgésico trata a dor momentânea, mas não o problema que causa a dor que sempre voltará.

A venda de medicamentos antidepressivos e estabilizadores de humor quase dobrou no Brasil nos últimos cinco anos. De acordo com levantamento realizado pela IQVIA, empresa norte-americana de auditoria e pesquisa de mercado farmacêutico, entre julho de 2013 e junho de 2014, o número de vendas de tais medicamentos era de quase 47 milhões de comprimidos, enquanto entre julho de 2017 e junho de 2018 a venda foi de quase 71 milhões.

Estes dados não incluem vendas para hospitais, clínicas ou compras realizadas pelo governo. Esse volume de vendas é referente a medicamentos adquiridos em farmácias e drogarias individualmente. Não tenho dados precisos sobre o aumento da procura por psicoterapia nos últimos cinco anos, apesar de saber que houve crescimento, eu não acredito que acompanhe os índices de crescimento da venda de medicação.

Isso significa que há muita gente usando remédios, sem fazer terapia, ou seja, tratando o sintoma e mantendo a causa. Pessoas que estão tratando a dor temporária e vivendo sob a sombra da dor permanente.

Mais ansiedade, mais depressão e mais medicamentos

Os casos de ansiedade e depressão aumentaram, não seria esse o motivo do aumento da venda de medicamentos? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos dez anos o número de pessoas com depressão aumentou 18,4%. No Brasil, 5,8% dos habitantes sofrem com o problema. As mulheres sofrem mais com a ansiedade: cerca de 7,7% das mulheres são ansiosas e 5,1%, deprimidas. Já entre os homens, o número cai para 3,6% nos dois casos.

O aumento da venda de medicamentos poderia ser justificado pelo aumento do número de casos de transtornos como ansiedade, depressão e doenças associadas, mas muitos especialistas acreditam que boa parte dos casos poderiam ser tratados sem o uso de medicamentos. Em uma entrevista concedida ao portal R7, o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria, afirmou que a psicoterapia pode ser o tratamento adequado para muitos desses casos.

“Houve um aumento de casos, inclusive pelo aumento de população, mas a incidência é a mesma. Muita gente se conscientizou da gravidade dos problemas para a saúde mental e as diretrizes evoluíram bastante. Mas nem todos os diagnósticos estão corretos. Muitos profissionais receitam esses medicamentos para tratar sintomas, mas não uma doença. Vários desses sintomas poderiam ser tratados com mudança de hábitos ou com terapia, por exemplo”, afirmou Silva.

Se você está em busca de medicamentos para tratar os sintomas de ansiedade e depressão procure antes um psicólogo. Um profissional qualificado fará uma avaliação do seu estado emocional e te encaminhará para o melhor tratamento, que pode ser com o suporte da medicação ou não. Lembre-se que todo bom tratamento trata a causa e não apenas os sintomas. Venha fazer sua avaliação.

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Quais os riscos da cirurgia da batriátrica?

Quais os riscos da cirurgia da batriátrica?

Quem pode fazer a cirurgia bariátrica? Vale a pena fazer? Quais são os riscos?

A pressa é sem dúvida o principal fator de desistência do processo de emagrecimento. Essa ânsia pelo resultado tem levado muitas pessoas a buscarem as cirurgias de redução de estômago por pensarem que trata-se de um método fácil e rápido para emagrecer. Esse é um grande erro, pois primeiro não é nada fácil e segundo porque não é muito mais rápido do que seria com um processo de emagrecimento planejado, com apoio profissional e o benefício de não se submeter aos riscos cirúrgicos.

Entre os anos de 2012 e 2017, houve um aumento de 46% no índice de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. O alto índice de crescimento tem preocupado os profissionais que trabalham com emagrecimento de forma ética e comprometida com a saúde do paciente acima de tudo. Ela se popularizou como alternativa para qualquer uma que queira fazer, mas esse é um erro grave.

Para quem a bariátrica é recomendada?

A cirurgia é recomendada para pessoas com obesidade mórbida, isto é, IMC acima de 35, quando há risco de vida iminente por consequência da obesidade ou quando comprovadamente a pessoa já tentou emagrecer durante um período mínimo de dois anos por meio de outros métodos.

Será esse o caso de todas as pessoas que geraram esse altíssimo crescimento na realização de cirurgias? Eu posso afirmar que não. O crescimento das cirurgias é mais uma consequência da ansiedade, do medo de enfrentar desafios, do desejo por resultados rápidos e da desinformação que tem sido propagada por profissionais que visam o lucro acima de tudo.

O desejo de fazer bariátrica antes de avaliar outras opções é alimentado pela expectativa de que basta emagrecer para gostar de si mesma e ser feliz, quando a verdade é que primeiro você a gostar de si mesma e emagrece como consequência da mudança. Emagrecimento físico sem mudança emocional não muda a vida a ninguém.

Então a cirurgia bariátrica é errada?

Não! É errado buscar a cirurgia bariátrica como primeira opção, pensar que é um processo fácil e enfrentar uma cirurgia antes de avaliar todos os fatores de risco. Se está pensando em fazer uma cirurgia bariátrica, comece procurando um psicólogo. Vamos falar sobre seus motivos, suas tentativas, seus planos e acima de tudo, sobre suas condições psicológicas para fazê-la.

A mudança de vida acontece durante o processo de emagrecimento e não no resultado. Se o processo for errado, focado no prazo e não no aprendizado você pode até perder gordura, mas não perderá os velhos hábitos ruins que te levaram a engordar. Desse modo, há um grande risco de que nenhuma mudança de vida aconteça e a pessoa volte a engordar.

A cirurgia bariátrica oferecer pelo menos 25 complicações possíveis, tanto físicas como psicológicas. Por essas razões ao pensar em fazer uma cirurgia bariátrica o primeiro passo é procurar um psicólogo para saber se é necessário enfrentar esses riscos ou se ainda existem outras opções. Se você pensa em fazer a cirurgia, entre em contato e vamos fazer uma avaliação.

Se de fato for uma opção para você a psicoterapia é vital para os resultados.

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Quero emagrecer. Por onde começar?

Quero emagrecer. Por onde começar?

Se quer mesmo emagrecer a primeira coisa é tomar uma providência agora mesmo, não estipular uma data para começar. O que já dá para fazer hoje mesmo como um primeiro passo?

No dia internacional de início das dietas, segundas-feiras, vamos falar de começos? Quando queremos promover alguma mudança na nossa vida é muito comum começarmos na segunda-feira. Não é ruim, pois o início de uma semana é um bom gatilho para começar algo novo. É interessante, mas também é bom ficar atento a esses prazos que colocamos para começar alguma coisa. Se for prioridade mesmo não adiamos, não impomos condições, começamos o mais rápido possível.

Se quer mesmo emagrecer a primeira coisa é tomar uma providência agora mesmo, não estipular uma data para começar. O que já dá para fazer hoje mesmo como um primeiro passo?

Eu tive uma paciente que tinha o péssimo hábito de dormir tarde, acordar cansada e se atrasar para os compromissos da manhã. Durante muito tempo teve esse hábito e sempre dava um jeito aqui outro ali para administrar os problemas causados pela agenda atrasada no período da manhã. Foi agindo assim até que um dia perdeu um compromisso muito importante, com consequências sérias porque estava atrasada.

Olhando para si mesma e para tudo que seu péssimo hábito estava causado na sua vida e que naquele dia comprometeu muito do que ela estava fazendo de bom, decidiu que era hora de mudar. Ela não esperou a segunda-feira, mudou no dia seguinte. Fez um plano, traçou estratégias, criou mecanismos de motivação e há mais de um ano ela cumpre toda a sua agenda pela manhã sem atrasos.

Qual foi o grande motivador para a mudança? A consciência da perda. O que ela estava perdendo por cultivar um hábito ruim e o que ela ainda iria perder. Leve isso para sua má alimentação e sedentarismo. O que você está perdendo e o que você ainda pode perder. Visualise as consequências, seja realista, não se esconda atrás das justificativas, assuma que o erro é seu e que a mudança também pertence a você!

Vamos lá? É hora de planejar.

Ciente das perdas, da responsabilidade e motivada a mudar. Como mudar? Você precisa de um planejamento. Um bom plano:

✔Deve ser voltado para os resultados visando eficiência das ações.
✔Deve fazer ser baseado na racionalidade e não nas emoções.
✔Deve incluir as possíveis interferências nas ações e as alternativas.
✔Deve ser sistêmico, considerando todos os aspectos do processo.
✔Deve ser flexível e, se necessários, sofrer ajustes que não interfiram no resultado.
✔Deve ser continuo. À medida que as ações acontecem outras são planejadas.

Imagine o processo de emagrecimento em cada uma dessas etapas. Pense na sua vida atualmente e como cada um desses itens se aplica nas coisas que precisa fazer para emagrecer. Há um grau de complexidade nesse processo, pois é necessário reflexão sobre si mesmo, conhecimento das suas condições estruturais e emocionais para executar.

“Eu quero”. Como executar?

Pessoas que estão com a vida desorganizada estruturalmente e emocionalmente não conseguirão executar o plano, pois não saberão lidar com todos os obstáculos que surgirem. É nesse momento que a terapia a faz diferença, pois vamos tratar as causas que estão levando a pessoa a ter uma vida desorganizada. À medida que as emoções vão se organizando, a pessoa passa a querer colocar ordem em todos os aspectos da vida que estão incomodando como, por exemplo, o peso.

Se você realmente quer emagrecer a primeira coisa que você deve se perguntar é como está sua vida emocional.

Há uma forma de autoavaliação imediata simples de fazer. Observe como estão os armários da sua casa? Como estão suas gavetas? Como está sua mesa de trabalho? Como está sua vida financeira? Como está sua rotina? Se você não encontrar o mínimo de organização nesses itens, pode ser um sinal de que suas emoções estão fora do lugar. O processo de emagrecimento deve começar por aí, emoções em ordem, projetos de vida em ordem.

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Como fazer reeducação alimentar?

Como fazer reeducação alimentar?

Muitas pessoas pensam que para emagrecer será necessário fazer os sacrifícios insustentáveis de uma deita, quando na verdade o sucesso está na reeducação alimentar que acontece a partir da mudança de pequenos hábitos diários. Não estou dizendo que é fácil, mas garanto que é sustentável e a única forma de gerar um resultado duradouro. Dietas trazem resultados rápidos que vão embora na mesma velocidade. Reeducação alimentar é um processo longo que pode durar uma vida inteira.

A reeducação alimentar pode ser compreendida em três etapas: a primeira é identificação dos hábitos alimentares nocivos a saúde; a segunda é a modificação do comportamento alimentar e a terceira é a manutenção dos novos hábitos. Vamos entender melhor cada uma dessas etapas.

Identificar os hábitos

Para identificar seus hábitos alimentares há um exercício simples que pode te mostrar detalhadamente como está sua alimentação. Durante uma semana anote detalhadamente a sua rotina alimentar focando nos seguintes itens:

1 – Quais horários você se alimentou durante o dia?
2 – Quais alimentos você ingeriu em cada refeição?
3 – Quais as quantidades ingeridas?
4 – O que você fez enquanto comia?
5 – Em qual local/ambiente você se alimentou?
6 – Como você se sentiu após se alimentar?

Depois de uma semana observe o que predominou na sua rotina. Mais hábitos saudáveis ou mais hábitos ruins. Com esse exercício você conseguirá sem mais honesta consigo mesma a respeito dos hábitos prejudiciais que estão na sua vida e poderá tomar uma iniciativa para mudar cada um deles.

Mudar os hábitos

Toda mudança de hábito envolve mudança de comportamento por isso sempre vou defender que o processo deve começar um psicólogo. O excesso de peso sempre está ligado a uma rotina ruim, que está ligada a dificuldade de organização, que está ligada a questões emocionais. O excesso de peso é como a pequena ponta solta de um novelo, enquanto você desenrola muitas partes vão se revelando e você sempre encontrará a mesma coisa no centro, nesse exemplo, são as questões emocionais.

Faça um bom plano de mudança de hábitos com o auxílio de um psicólogo e um nutricionista. Caso necessário, esses profissionais ainda podem te indicar outros. O plano é uma orientação para ajudar a deixar de lado uma alimentação desordenada e passar a priorizá-la na rotina, considerando a qualidade dos alimentos, a quantidade e o tempo para comer. Um plano alimentar sustentável levar em consideração o estilo de vida de cada pessoa, preferências e orçamento. São hábitos que podem ser levados para o resto da vida e incorporados na rotina da família.

Manter os hábitos

Depois de perder peso você entra na fase de manutenção, e isso é para sempre. Não significa que você não poderá comer um chocolate nunca mais e viverá na academia, mas alimentação saudável e exercícios devem se tornar um estilo de vida. Chocolate e dia da preguiça serão exceções para sempre. Não pense nisso como um sacrifício, pense como parte de uma nova vida muito melhor que a anterior.

Quando se sentir tentada a relaxar pense em coisas do dia a dia que você não conseguia fazer quando estava acima do peso e agora consegue. Por exemplo: comprar roupas com mais facilidade, se sentir mais à vontade na piscina, dar uma volta no parque sem se sentir esgotada.

Estabeleça outras metas saudáveis. Agora que perdeu o peso não seria legal melhorar seus tempos nos treinos, definir a musculatura ou participar de uma corrida de rua? Pense em algo que vá te motivar a continuar experimentando boas conquistas como resultado de uma vida saudável.

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos