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Saiba tudo sobre emagrecimento sustentável.

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Emagrecimento sustentável: o que é? Como conseguir?

Quando olhamos no dicionário a palavra sustentável, achamos o seguinte significado: aquilo que se consegue sustentar (manter). Daí, emagrecimento sustentável é aquele que se mantém após a dieta (ou a reeducação alimentar).

A literatura nos fala que a cada quilo emagrecido teremos que mantê-lo por um mês. Ou seja, se o paciente perdeu 10 quilos, após 10 meses de peso mantido, diminui em muito o risco de reganho de peso e podemos pensar em um emagrecimento duradouro que é igual ao um sucesso no tratamento.

Emagrecimento sustentável está muito ligado ao psicológico da pessoa. Num emagrecimento duradouro, o paciente realmente aprendeu a comer e aprendeu a lidar com a comida de uma forma consciente.

Lembro-me uma vez de uma paciente que tinha perdido 40 quilos numa desta clínicas da moda e em poucos meses após o término do tratamento, voltou a engordar 50 quilos. E ela verbalizou da seguinte forma:

“Doutora, eu me sinto ser igual aquelas pessoas que ganham uma fortuna na MegaSena. Ficam milionárias! Gastam tudo e em pouco tempo tem que voltar a trabalhar! Eu fiquei magra e agora estou imensa; tenho que fazer dieta de novo!” Você se identificou?

Quem já emagreceu muito e voltou a engordar? O famoso efeito-sanfona? Pois é, se você se identificou, você faz parte do público-alvo que precisa fazer psicoterapia para emagrecer. Fazer terapia para entender o porquê comer indiscriminadamente, entender que sofrimento é este que precisa comer, entender os hábitos/cultura da família que te criou, aprender a ter a habilidade do auto-controle.

Nesta luta para emagrecer, muitas pessoas tentam de tudo um pouco: dieta Dukan, dieta da Lua, dieta dos pontos, entre outros. Dietas que emagrecem rapidamente, mas são INSUSTENTÁVEIS! Ninguém consegue passar a vida comendo com tanta restrição. Além de que sabe-se que dietas restritivas levam ao ciclo de compulsão alimentar. Assim, temos que evita-las ao máximo.

Por que algumas pessoas conseguem emagrecer e manter e outras não? Qual é o segredo?

  1. As pessoas entendem que tem um problema: a obesidade é uma doença e tem que ser tratada ANTES que venham as complicações (diabetes, pressão alta, artrite e tudo aquilo que já sabemos). É aceitar que estou acima do peso e preciso me tratar!

  1. As pessoas procuram ajuda especializada: Você consegue diferenciar o que é sonho de meta? Eu tenho o sonho de ficar magra versus eu tenho a meta de emagrecer e me manter magra para o resto de minha vida. Procurar ajuda tem muito a ver em estratégia de planejamento para que eu emagreça. É nesta hora que devo procurar a ajuda multidisciplinar: médico, nutricionista, Psicólogo Especializado em Obesidade e Transtorno Alimentar, professor de educação física.

 

Aqui eu devo colocar uma dica: vá primeiro ao psicólogo especialista em Obesidade. Depois de algumas sessões ele te indicará para o restante da equipe! Isto por que em muitas vezes você precisará adquirir algumas habilidades, fortalecer alguns comportamentos para conseguir aderir à dieta. Frequentemente, vejo aquele paciente que marca todos os profissionais de uma vez, na mesma semana, mas não consegue fazer nem um mês…

  1. As pessoas mudam os hábitos: Neste momento, o paciente já percebe que possui a “fome do ócio”. Aquela fome que quando está sem fazer nada, pega uma guloseima. Agora, já terapeuticado, quando está sem fazer nada, procura relaxar, procura uma atividade física ou outra atividade, menos COMER. Neste momento, ele consegue manter as boas escolhas nutricionais que sua nutricionista a indicou, mantem a rotina de atividade física e se percebe em relação ao comer indiscriminadamente.

 

  1. As pessoas mantém as prescrições: Assim como o paciente diabético precisa manter sua rotina com o uso de insulina e medicação complementar; o obeso emagrecido precisa manter o que conquistou: hábitos, pensamentos adaptativos em relação a comida, hobbies (o hobby é uma válvula de escape para o estresse. Procure o seu!).

 

Enfim, tenho falado muito aqui no site ou em outros canais que emagrecer é fácil, todo mundo emagrece, o difícil é manter este emagrecimento. Conscientize-se que você precisará ser cuidadoso com sua alimentação, de modo que deve sempre reparar no que come, quantidade que come e como come (pensamentos e emoções).

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Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Qual é a relação entre Transtornos Psicológicos e Obesidade?

Qual é a relação entre Transtornos Psicológicos e Obesidade?

Transtornos Psicológicos ou “Doenças da Alma”:

Os Transtornos Psicológicos estão cada dia mais presente em nosso mundo atual, isto por que o estresse, a competividade e o estilo de vida favorecem a presença de ansiedade, depressão, transtorno de estresse, fobias, entre os mais comuns.

Deve-se ressaltar que a doença psicológica normalmente surge quando nos deparamos com um determinado problema e não conseguimos resolver de forma ágil ou resolutiva. Por exemplo, quando estamos com dívidas e não conseguimos pagá-las, podemos ficar sem dormir, sentir dor no peito, sentir taquicardia, sensação de sufocamento (sinais claros de ansiedade).

Voltando ao exemplo da dívida, estando ansioso você procura maneiras de diminuir este “estado de estresse“ e uma das maneiras que pode encontrar é comendo. Comendo o que vier pela  frente, comendo todas as  angústias e aplacando as ansiedades. Fisiologicamente, tem-se uma relação química entre comer e baixar a ansiedade. Quem nunca ouviu o “dá um copo de água com açúcar para fulano se acalmar!” Isto por que quando há um aumento da carga glicêmica, consequentemente há um aumento da produção de serotonina que funciona como um ansiolítico.

Assim, é importante observar se quando se você come mais em situações de estresse, se come mesmo quando não está com fome, se come para se sentir melhor emocionalmente, se recompensa-se com a comida entre outros. Observe-se!

Obesidade:

Nunca tivemos uma população tão acima do peso. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, de 2013, mostram que mais da metade dos brasileiros, ou 56,9% está acima do peso ideal. Em 2015, dados de outro estudo do Ministério da Saúde, o Vigitel, que é realizado apenas com adultos das capitais do país, apontou crescimento de 60% no índice de obesidade entre 2006 e 2015.

Obesidade é uma doença e NÃO existe obeso saudável. A Obesidade abre portas para diabetes, pressão alta, doenças do coração, apnéia, artrite, derrame, entre outras. A Obesidade se instala quando a ingestão calórica é maior que o gasto calórico. Ou seja, só parar de comer e fazer atividade física. Simples assim. Será?

A obesidade é uma doença com múltiplos fatores desencadeantes: alimentação, sedentarismo, hereditariedade e transtornos psicológicos. E deve ser tratada com equipe multidisciplinar: nutricionista, médico, professor de educação física e psicóloga especializado em Transtorno Alimentar. A Psicologia enxerga a Obesidade como um sintoma de alguma insatisfação ou tristeza.  Daí, o indivíduo come para sanar o transtorno psicológico.

Aliado a isto, os níveis de depressão e ansiedade no país está alarmante. De acordo com dados divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS/2017), a população brasileira é a mais deprimida América Latina.

Por outro lado, o paciente obeso, em muitos momentos apresenta depressão e ansiedade por não conseguir lidar com este corpo acima do peso. Paralelo a isto, a obesidade pode levar ao isolamento social, um rebaixamento do humor, diminuição da auto-estima e das atividades diárias (sintomas de quadros depressivos).

Assim, o psicólogo do Emagrecimento irá te ajudar a resignificar a comida. Entender que fome é essa. Identificar que pensamentos mal adaptativos que fazem você comer sem estar com fome, entender a sua história familiar, a sua história desta obesidade.

Finalmente, não temos como saber “quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha”; mas sabemos que Transtornos Psicológicos podem trazer a Obesidade (ou seja, causar comportamentos alimentares inadequados) e a Obesidade pode levar a Transtornos Psicológicos (gatilho para depressão). O importante é que o indivíduo tenha a consciência desta relação, procure ajuda psicológica e tratamento especializado.

Leia também: http://psicologalucianabrasil.com.br/como-cultura-da-obesidade-afeta-sua-qualidade-de-vida/

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Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Relacionamento Amoroso, Auto-estima e Felicidade:

Relacionamento Amoroso, Auto-estima e Felicidade:

Relacionamento Amoroso e Auto-estima: existe relação?

Nestes dias estava pensando em qual assunto escrever e me deparei com relacionamento amoroso, escolha do cônjuge, auto-estima e felicidade. Isto por que uma das maiores queixa de consultório é o tal do amor. Andrew Solomon no livro “Depressão: o Demônio do Meio-Dia” define Depressão como fracasso no Amor. Será que é tudo isto?

Primeiro, temos que perceber que existem pessoas que são extremamente dependentes do afeto, da atenção, da opinião do outro. Como será que elas se enxergam?

Afinal, auto-estima: auto = eu + estima = valor.
Assim, qual o valor que dou a mim mesmo? Mas, infelizmente vejo muitas pessoas com outro-estima, ou seja, apenas preocupadas com o que as pessoas acham dela. Desta forma, algumas pessoas se submetem as situações constrangedoras por que não tem auto-estima e colocam o outro como um Deus.

Relacionamento Amoroso é importante sim… Mas, você pode ser feliz com um namorado, um marido, um caso eventual…Isto não é o fato mais importante da sua vida! Na verdade, você deve ser feliz e o relacionamento amoroso te deixa MAIS FELIZ.

Até por que vejo muita gente casada ou com relacionamento sério vivendo um inferno. Relacionamento serve para facilitar a sua vida! E não para atrapalhar! E é apenas uma esfera de sua vida. Cadê o resto? Hobbies, Amigos, Religião, Profissão, Esporte. Imagine a sua vida como uma grande pizza: cada pedaço é uma esfera de sua vida. Como ela está dividida? Só tem duas grandes fatias: vida profissional e vida amorosa? Vixe, alguma coisa está errada…

Por que? Porque você coloca todas as suas expectativas nestas duas áreas apenas. E se por acaso isto não der certo? Como você vai ficar? Daí, você corre o risco de cair em depressão nestas horas… Isto por que perdeu várias habilidades sociais: desaprendeu a conversar, a paquerar, a se cuidar, a dar valor nos amigos, a ter uma vida profissional, etc.

Outra coisa: algumas pessoas na ânsia de estar namorando procuram qualquer pessoa, sem definir alguns critérios. A escolha amorosa deve ser RACIONAL. Casamentos que dão certo ocorreram não por que fulano é bonitinho, um amorzinho, etc e tal. E sim por que ele tinha características importantes para ela, ou seja, estava dentro do perfil definido mesmo que inconscientemente.

Por outro lado, não é pra ficar escolhendo demais, senão você corre risco de ficar pra titia…rs. Mas, é preciso saber o que você pode/consegue tolerar. Por exemplo, fulano de tal preenche meus critérios: bom moço, educado, ambicioso, boa profissão, família legal, etc; MAS bebe uma água e deixa o copo no meio da sala, toma banho que nem pato deixando o banheiro encharcado. Você consegue tolerar? Arruma uma boa empregada doméstica e manda bala…

Mais uma coisa: a bibliografia nos diz que existem dois tipos de casais:

a) os alma gêmeas: gostam das mesmas coisas, fazem tudo junto…
b) os diferentes: um gosta de praia o outro de campo, um gasta muito e outro e controlado.

E aí? Qual dos dois? Na verdade, tanto faz… O primeiro tende a encher o saco do outro e se saciar, mais ou menos com taxa de validade. E o segundo tem que ficar negociando o tempo todo, ou seja, as brigas tendem a ocorrerem com mais freqüência. O que tem que ser igual são os princípios MORAIS. Afinal, isto ninguém negocia!

Por fim, temos que pensar numa felicidade real e não numa baseada em filmes de Hollywood e novelas da Globo. Termino com uma frase de Norman Lear: A vida é composta de prazeres pequenos. A felicidade é composta desses pequenos sucessos. O grande vêm muito raramente. E se você não colecionar todos estes pequenos sucessos, o grande realmente não significará qualquer coisa.”

 

 

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Como romper o ciclo da compulsão alimentar?

Como romper o ciclo da compulsão alimentar?

Compulsão Alimentar:  é possível parar?

A combinação de sobrecarga de trabalho e estresse emocional, infelizmente, é uma realidade que tem feito parte da rotina da maioria das pessoas. Pessoalmente, acredito que vivemos uma época de excessos, no qual somos cobrados pela sociedade a ter um alto nível de sucesso, dentro de prazos cada vez menores, nos pressionando ao limite emocional e físico. Este excesso aparece também no consumo alimentar: as chamadas compulsões alimentares.

Afinal, esse excesso de carga emocional, inevitavelmente, será extravasado de alguma forma.

Vamos a um exemplo: você teve um dia difícil no trabalho, passa no shopping e come. Você está com dívidas e cada vez que pensa nisso, come. Você está com problemas de relacionamento e depois de uma discussão, come. O comportamento automático de quem não está sabendo lidar com os problemas e acaba dentro de um círculo vicioso de ansiedade, comida e culpa.

E come de forma desenfreada e que nem sente o sabor dos alimentos. Só percebe quando está tão saciada que não consegue mais se mexer. Só consegue pensar que já era a dieta, que vai passar mal (ou já está passando).

Sem um rompimento, esse ciclo pode se manter durante toda uma vida. Os prejuízos são incalculáveis. Você se sente presa nesse ciclo?

Para romper, pense no que você pode fazer para mudar a situação. Qual é a sua parcela de culpa nesse problema? O que você pode fazer para mudar? Onde você pode interferir para romper esse ciclo.

Em uma boa reeducação alimentar, orientada por um profissional que realmente entende do assunto, não haverá alimentos proibidos que você não poderá comer de jeito nenhum (salvo em casos especiais), mas inevitavelmente haverá alimentos que devem ser consumidos com moderação ou em raras exceções.

Já observou que quando você está tentando se reeducar parece que esses alimentos ficam ainda mais atrativos, deliciosos e irrecusáveis? É a mesma lógica de quando acha que está grávida… só vê mulher grávida na rua!! Comprou um carro novo? Só vê um igual ao seu na rua…. Está restrita de pão… já sabe, né? E isto acontece até o ponto que você não resiste mesmo, vai lá e sai do plano.

E assim que muita gente escorrega, não consegue se alimentar direitinho por muito tempo, sai do plano, sente culpa, se frustra e quando percebe, lá se foi mais uma tentativa.

A mudança de alimentação não é uma questão apenas prática, como ir no supermercado e mudar a lista de compras. A questão é comportamental, mudar a forma como você vê, entende e se relaciona com a comida. Imagine uma coisa que você gosta muito, digamos que sejam rosquinhas.

O erro é começar o plano pensando: Eu não posso comer uma caixa de rosquinhas nunca mais. O certo é começar o plano pensando: Eu não preciso mais comer uma caixa de rosquinhas. A questão não é “poder”, a questão é não “precisar”. Aí você me pergunta: mas como eu faço para pensar dessa forma? Você precisa refletir, se questionar e buscar a compreensão do seu comportamento.

Geralmente quando você come um pacote de rosquinhas? Qual a situação da sua rotina que te leva a isso? Qual sentimento te desperta essa vontade de comer? O que você sente quando come? O que você sente depois que come? Respondendo essas perguntas você estará apta a interferir no seu comportamento, resolver esse problema que te tira a razão e achar outra válvula de escape que não sejam rosquinhas.

O segredinho do sucesso em uma reeducação alimentar está no autoconhecimetno. Buscar respostas emocionais para sua relação com a comida até que você consiga substituir o “eu não posso” pelo “eu não preciso”.

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Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Dicas de como administrar seu tempo

Dicas de como administrar seu tempo

 

Uma queixa muito comum em consultório que nos traz/aumenta a ansiedade tem a ver com a administração do tempo. Desde que o mundo é mundo,uma grande angústia do ser humano é a maneira de administrar corretamente o relógio. Isto por que a cada dia, se você for como eu, quer colocar uma atividade atrás da outra (estudo, academia, lazer, trabalho, religião,afazeres de casa, etc). Só que o dia tem apenas 24h! E a maioria das pessoas precisa dormir 8h e ainda temos os grandes desperdiçadores de tempo.

E aí? Como fazer?

Selecionei algumas dicas:

  1. Tenha metas: priorize o que você quer. E escolha no máximo três metas por ano, por exemplo, emagrecer, malhar e estudar. Isto  é importante para que você consiga vencê-las. Esqueça aquelas longas listas de fim de ano.
  2. Diferencie URGENTE de IMPORTANTE. Importante é aquilo que você precisa fazer para sexta-feira (por exemplo) e urgente é para amanhã pela manhã. As pessoas que administram mal o tempo deixam as coisas importantes virarem sempre urgentes. Faça uma lista de prioridades para você ir clicando com I de importante e U de urgente.
  3. Coloque na sua conta de tempo os imprevistos.  Conte a demora no trânsito, o elevador quebrado, um pneu furado, intecorrências que podem acontecer. Assim, você evita chegar atrasado ou esbaforido…
  4. Organize o seu tempo de forma que algumas atividades terão sempre um horário: hora da malhação, hora de responder e-mails, a hora de descansar.Esta dica é mais valiosa quando é uma atividade que você quer que vire hábito, como por exemplo, a atividade física. Se você se colocar que pode malhar em qualquer horário e ainda não tem a disciplina, talvez seja melhor se matricular numa atividade com horários pré-definidos (como natação, dança, etc)
  5. Aprenda a dizer não e delegue ações.  A habilidade de dizer não quando realmente quer se dizer não é fundamental para a nossa saúde mental. Fazer o que não se quer fazer traz angústia e limita nosso tempo. Por fim, aprenda a dizer não senão você corre o risco de abraçar o mundo com as pernas…

Finalmente, respire profundamente várias vezes ao dia – para diminuir a ansiedade. Seja flexível com a vida, deu deu, não deu, não deu…E se possível exercite-se, procure um hobby e consiga organizar o seu dia de forma que ele fique prazeroso e leve. Administração de tempo tem muito a ver com a sanidade mental. E mais uma dica: na hora das refeições desligue o seu celular!

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O que é Terapia com Abordagem Cognitivo-Comportamental?

O que é Terapia com Abordagem Cognitivo-Comportamental?

Abordagem na Psicologia:

A Psicologia trabalha basicamente com três grandes abordagens: as de origem Psicodinâmica (Psicanálise, Jung), as Comportamentais (análise do Comportamento, Cognito, Cognitivo-Comportamental) e as humanistas (Gestalt, Rogers).

Hoje resolvi explicar um pouquinho como funciona a terapia  com abordagem Cognitivo-Comportamental, foco de várias dúvidas presentes inclusive ao telefone da clínica e que é a minha formação e maneira de atuar na Psicologia.

A teoria Cognitivo-Comportamental é uma abordagem que integra conceitos e técnicas das abordagens Cognitiva e Comportamental no que se refere aos pressupostos teóricos na forma e na prática clínica.

Basicamente, a teoria Cognitiva (Beck) apresenta a seguinte equação:

PENSAMENTO – SENTIMENTO – AÇÃO

Daí, vamos ilustrar o caso do deprimido:

Ele pensa” A minha vida é muito ruim, nada presta” . O que ele sente (baseado neste pensamento – cognição)? Tristeza, vontade de não fazer nada, ansiedade. O que ele faz (AÇÃO)? Dorme, chora, se isola. Assim, ele fez uma ação baseada num pensamento (início da equação) e que nas maiorias das vezes está distorcido(mal adaptado, sabotador).

E aí?

O terapeuta cognitivo entra em ação para contestar este pensamento. Este pensamento está correto? Que indício ele possui que a vida dele é muito ruim, que nada presta? O nada presta não estaria ligado a uma catástrofe?
Assim, o terapeuta cognitivo ajuda a identificar os pensamentos, automáticos, as distorções cognitivas e consequentemente, mudar as ações decorrentes desta forma inadequada de ver o mundo.

Assim, é importante destacarmos que o paciente irá fazer uma Reestruturação Cognitiva, ou seja, pensar de uma forma nova, diferente.

Por outro lado, a teoria Comportamental (Skinner) enxerga o indivíduo como fruto do ambiente e das contingências (história de reforço, punição, esquiva, etc). Daí, o terapeuta deve tentar perceber quais são os mantenedores do quadro apresentado.

Finalmente, a Teoria Cognitivo-Comportamental desenvolveu a premissa de que um problema psicológico pode ser compreendido por três enfoques diferentes ligados entre si: os sistemas comportamental, cognitivo/afetivo e fisiológico.

Deixa-me exemplificar: a ansiedade é vista da seguinte forma (três enfoques):

Fisiológico: é responsável pela ativação automática de certas sensações, a fim de preparar o corpo para a ação.
Cognitivo: Distorções cognitivas. Superestimação da probabilidade (certeza que vai acontecer) e catastrofização.
Comportamental: preocupação excessiva

Por fim, o foco do terapeuta no consultório deve trabalhar os três componentes da Ansiedade:

a) Fisiológico – Relaxamento Muscular (ansiedade e relaxamento são dois estímulos que se inibem de forma recíproca). Você não consegue estar relaxado e ansioso ao mesmo tempo, não é?
b) Cognitivo – Reestruturação Cognitiva. Verificar as distorções no modo de pensar e ensinar pensamentos adaptativos ao paciente.
c) Comportamental – Prevenção do comportamento de preocupação e solução de problemas.

 

 

Posted by Psicóloga Luciana Brasil in Todos
Pequenos hábitos podem levar a obesidade?

Pequenos hábitos podem levar a obesidade?

Pequenos Hábitos e Obesidade:

Quando estudamos a História da Obesidade identificamos algumas transformações culturais (pequenos hábitos) que contribuíram para o crescimento da doença nos países onde os dados são mais preocupantes. Um dos fatores foi à perda do hábito das pessoas de ter o “momento da refeição”. Ou seja, ao londo da história perdemos o que chamamos de ritualização das refeições. Ninguém mais senta à mesa, come-se no carro, come-se andando, em pé, na frente da televisão, ao lado do celular. Não se usa mais talheres, apenas as mãos (fast foods e fingers foods).

Franceses versus Americanos:

Vamos analisar o exemplo dos franceses e dos americanos para entendermos isso melhor. Na França, culturalmente, as pessoas prezam pelo rito tradicional da alimentação: montam a mesa, comem primeiro a salada, depois a entrada, o prato principal e a sobremesa.  Aliado a isto, tudo em pequenas porções, preparadas com cuidado.

Como é nos Estados Unidos? O país é o maior propagador da cultura fast food. As pessoas desenvolveram o hábito de se alimentar prioritariamente com alimentos processados, criados para serem preparados e consumidos rapidamente. Na hora de comer, quando mais prática, rápida e maior for a porção, melhor.

Resultado: pesquisas divulgadas no ano passado mostram que a obesidade atinge 15,8% dos homens e 15,6% das mulheres na França. Já nos Estados Unidos atinge 40% das mulheres e 35% dos homens. Percebe como as características culturais podem ter um grande efeito no aumento da obesidade?

Outro hábitos:

Comer sobremesa a cada refeição é um hábito recorrente que tenho percebido nos pacientes que me procuram. Que tal trocar a sobremesa por uma fruta? Será que é indispensável tal hábito?

Outro hábito que percebo é a necessidade de “limpar o prato sempre” e de “repetir” Uma das habilidades necessárias para emagrecer é entender o que é ficar saciado. Costumo brincar com os pacientes que você deve almoçar e ao final, ser capaz de “dar uns pulinhos” sem que a comida venha na garganta. Ás vezes, a comida nem está tão boa, mas comemos até o fim. Não sou a favor de desperdício de comida, mas perceba o seu nível de saciedade. Não precisa ficar empanturrado.

Outro hábito é relacionar comida com culpa. Tudo errado! Você tem que aprender que comer tem que andar juntinho com o prazer. Comer é muito bom! Mas tem que ser na medida… assim como sal na comida, nem demais nem de menos.

Parte do processo de emagrecimento inclui descobrir o prazer de se alimentar com qualidade. Se você faz suas refeições em casa priorize se sentar a mesa, comer devagar e saboreando os alimentos. Se você faz suas refeições no trabalho, leve uma marmita com boa aparência, encontre um lugar tranquilo e coma sem interferências. Isso ajuda no tratamento da fome emocional.

Finalmente, emagrecer não é apenas fazer dieta, é  reaprender a se alimentar da forma correta. Emagrecer é fácil, difícil é manter-se magro.

Para saber mais:http://psicologalucianabrasil.com.br/como-romper-o-ciclo-da-compulsao-alimentar/

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A influência da autoestima no processo de emagrecimento

A influência da autoestima no processo de emagrecimento

Auto Estima e Emagrecimento:

Auto Estima corresponde às crenças  que temos sobre nós mesmos; é a forma como nos entendemos e corresponde a nossa auto-imagem. Muitas pessoas desejam emagrecer por acreditarem que, quando conquistarem esse objetivo passarão a gostar de quem são e, assim, vários problemas da vida serão resolvidos. No entanto, o caminho é inverso.

Vejo isto acontecer muito com paciente de cirurgia bariátrica que emagrece muito em pouco espaço de tempo. Quando fazemos a avaliação pré-operatória, muitas vezes o paciente tem uma expectativa enorme: que vai arrumar emprego depois de emagrecer, que vai arrumar um companheiro depois de emagrecer, que vai… E muitas vezes isto não acontece, pois ele precisa ter um bom currículo para arrumar um emprego, um bom papo para arrumar um cônjuge e assim por adiante.

A Auto Estima tem consequências em vários aspectos da nossa vida: no trabalho, no relacionamento com as pessoas e na capacidade de realização.

O processo de emagrecimento saudável é longo e difícil, para conseguir é preciso desenvolver três importantes sentimentos: autoestima, autoresponsabildiade e autoconfiança.  Não gostar de quem você é, culpar a vida e focar nas suas escolhas ruins é um dos caminhos para você NÃO ter sucesso.

Auto Estima e Obesidade:

No contexto do ganho de peso (obesidade e sobrepeso), as recorrentes histórias de fracasso (emagrece/engorda/emagrece/engorda) causadas pelo efeito sanfona abalam em muito o sentimento de competência das pessoas, daí a auto-estima fica prejudicada.

É preciso aceitar com mais compreensão a sua própria história, suas fraquezas e começar a amar quem você é, independente dos seus defeitos. Os resultados só acontecem para as pessoas que abandonam um histórico de culpas e começam a se olhar com mais amor, responsabilidade e confiança.

Gostar de si mesma e acreditar na sua capacidade de realizar o que deseja te ajudará a fortalecer seus potenciais, a aceitar seus erros e a fazer escolhas diferentes de agora em diante. Você vai emagrecer, não porque deseja ser outra pessoa, mas porque se ama, acredita que merece ter uma qualidade de vida melhor e se esforçará ao máximo para conquistar.

“Eu gosto de quem eu sou e por isso mereço a melhor versão de mim mesma”. Esse é o pensamento que te fortalece e que te leva até os resultados. Vamos lá?!

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Problemas Emocionais estão entre os principais causadores de Obesidade

Problemas Emocionais estão entre os principais causadores de Obesidade

Problemas Emocionais e Obesidade:

Comer nos momentos de ansiedade, angústia, tristeza, desânimo, estresse e sentimentos semelhantes, geralmente, é o principal comportamento que levam às pessoas ao sobrepeso e obesidade. Isso acontece, por dois fatores principais:

Fator Fisiológico: ao ingerir alimentos, especialmente os ricos em carboidratos e açúcar, há um aumento da carga glicêmica no organismo causando imediata (e passageira) sensação de prazer.

         Fator Psicológico: desde a infância somos ensinados a ter uma relação emocional com a comida. Comer representa conforto, aconchego e demonstração de afeto de alguém por nós.

A combinação desses dois fatores torna a comida um poderoso remédio imediato para amenizar os sentimentos negativos. O efeito é semelhante ao de uma droga, assim que a sensação de prazer passa, os problemas irão parecer ainda maiores, pois aliado a eles estará o sentimento de culpa, frustração e fracasso por não ter tomado atitudes racionais diante do problema.

O que te incomoda hoje? Seja sincero consigo mesmo e assuma qual é o problema causador do vazio que você está tentando preencher com comida. Se esse assunto não for resolvido, dificilmente, seus esforços para emagrecer darão certo. Cuide da sua mente, do seu bem estar e um corpo saudável será consequência. Se estiver difícil achar um caminho para isso sozinha, procure ajuda psicológica.

O Psicólogo Especialista em Emagrecimento irá te ajudar a compreender o que é fome psicológica, o que é fome fisiológica, quais são os gatilhos para sair da dieta, entender quais são os pensamentos sabotadores que te tiram do foco; além de entrar em contato com sentimentos mais profundos que levam à obesidade apenas como sintoma desta insatisfação (ponta do iceberg).

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