Como emagrecer sem parar de comer o que eu gosto?

Hoje os bons nutricionistas sabem que as pessoas possuem uma série de particularidades que devem ser consideradas na elaboração de um plano alimentar e que ele deve ser baseado em um processo de reeducação alimentar e não em restrições. Essa é a estratégia apoiada pela psicologia do emagrecimento, pois todas as pesquisas mostram que para emagrecer é preciso criar um relacionamento saudável com a comida e não uma guerra. 

Se você tem uma lista de tentativas frustradas é hora de mudar o comportamento antes de mudar a dieta. Esse o ponto em que a psicologia do emagrecimento atua.

A obesidade quase sempre está ligada a questões emocionais como: dificuldade em lidar com frustrações, sentimento de culpa e atitudes compulsivas. Comportamentos que são levados para todas os relacionamentos das pessoas, inclusive a relação com a comida. Ao proibir o consumo de alimentos que uma pessoa está acostumada a comer ela entrará em guerra com ela mesma para resistir e quando falhar reforçará justamente os sentimentos que causaram o problema: frustração, culpa, compulsão. 

Psicologicamente o ato de comer está ligado ao prazer, a segurança e ao afeto. Uma construção que vem desde o momento da amamentação, passando pelas nossas memórias afetivas, nas quais a comida estava presente. Pessoas com carências emocionais sofrem com a dificuldade em controlar a alimentação porque buscam na comida a sensação de tranquilidade relacionada a comida que está guardada na memória. 

Comer é bom, nos faz bem, nos remete a boas memórias. O profissional que te orientar a perder esse prazer está prejudicando sua saúde mental.

Em uma vida saudável não devemos retirar o prazer da alimentação, mas amadurecer a relação com a comida construída ao longo da nossa vida. É preciso desenvolver uma relação mais racional, entendendo que comer é primeiramente uma necessidade fisiológica é o prazer um benefício agregado. A nossa sobrevivência com saúde depende de nos alimentarmos com aquilo que nosso organismo precisa e o prazer é para ser desfrutado com equilíbrio entre o necessário e o desejável.

Entendendo isso você se esforçará para descobrir o prazer alimentar com o que você precisa e não com o que acha delicioso. Você sabe que suas necessidades não estão em comida industrializada, processadas e prontas, mas você está acostumada a colocar o prazer acima das necessidades. O mais interessante é que quando você inverte as prioridades, você descobrirá que viver o prazer com mais equilíbrio faz com que ele seja sentido com mais intensidade. 

Uma vida onde o prazer está sempre acima das necessidades revela um comportamento infantil que ao serem mantidos na fase adulta afetam negativamente todos os projetos de vida.

Cuidar da saúde da forma correta, com orientação profissional e ações equilibradas é acima de tudo um ato de amadurecimento emocional. É um processo onde será necessário avaliar tudo com a calma que só encontramos quando cuidamos, antes de tudo, do nosso estado psicológico. Você precisará pensar em porque engordou e para isso revisitar o passado, o que vocẽ quer para o futuro e para isso tomar decisões hoje. Envolve emoções, envolve escolhas, envolve coragem. 

Como a questão é comportamental, o ideal é começar esse processo buscando a orientação de um psicológico para fazer um diagnóstico das questões emocionais que precisam ser tratadas para que você possa mudar sua relação com a alimentação. A psicoterapia também te ensinará sobre ferramentas e técnicas para colocar os planos em práticas, driblar dificuldades e manter o foco até atingir os resultados e acima de tudo, mantê-los. 

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Posted by Psicóloga Luciana Brasil